Calendar May 9, 2012 19:15

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Superstições de um gajo quase céptico

Não sou particularmente supersticioso.
Aliás, acho que já referi isso aqui umas quantas vezes.
Não é bem não ser supersticioso.
É não encontrar sentido na maior parte das superstições com as quais me confronto. Já parti um espelho e não tive 7 anos de azar - pelo menos cronologicamente não os tive depois de partir o dito espelho - e nem me faz sentido a noção de que se me sentar na mesa de jantar de casa vá atrair miséria ao lar, ou que se me varrerem os pés não me caso (que drama uh?).
Mas como tenho toda aquela faceta de misticismo idiota um bocadinho colada algures no cérebro, a verdade é que por muito imbecil que ache a noção de superstições, acabo sempre por adoptar algumas que inconscientemente se infiltraram no meu comportamento, mesmo que não lhes veja sentido quase nenhum, just in case.
Não gosto do nº 13, em nada, nem em nomes de pastas, nem ficheiros nem nada, só porque sempre teve aquela conotação de azar e o escambau
Tenho sempre que entrar com o pé direito - Não sei porquê, nem qual é a teoria por trás de tudo isto, mas não há sítio onde eu não entre de pé direito. do género de quando estou quase a entrar com o pé esquerdo dar um saltinho e mudar de pé.
Bater na madeira - Quando penso em coisas terríveis bato na madeira, para não acontecerem.... eu tenho a perfeita noção que bater na mesa do computador não vai fazer com que eu não seja atropelado ou qualquer coisa do género, mas lá estou eu a bater três vezes com o punho, qual ritual de voodoo.
E gosto de procurar trevos de quatro folhas - Estou a falar a sério. não consigo ver um campo com trevos sem ir lá feito imbecil ver se encontro um com 4 folhas. Sei lá, pode ser que dê mesmo sorte.
E pronto, podia ficar aqui a noite toda, mas let's face it, não sou o único. Toda a gente tem uma superstiçãozinha imbecil e provavelmente inutil que executa automaticamente.

Digam-me:
Qual é a vossa?
São pessoas muito cépticas? ou estão como eu "yo no creo in brujas, pero que las hay, las hay"?

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Calendar May 7, 2012 15:25

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Ricardo o Fashionista pergunta

Ora hoje fui comer um gelado ao MC (Donalds) e mais do que ver gelados e hambúrgueres, vi pernas, pernas e mais pernas de miúdas entre os 15 e os 17 anos, para onde quer que olhasse.
Eram aos bandos as meninas e os seus calçõezinhos (reforcemos o "inhos") que fariam aqui a amiga Jessica Simpson em baixo sentir vergonha de andar com uns tão compridos.
E a dúvida formou-se :

De onde apareceu a moda dos calções a mostrar o fígado e o útero, e quando é que volta para de onde veio? Já não bastava todo aquele allure de mercado municipal da Bairrada das meninas que entendem as leggins não como collants sem pés - propósito original das ditas cujas - mas sim como calças realmente reveladoras, agora apanha-se com belos pares de pernas (e MUITO MAIS presuntos do que o aconselhável até numa feira de enchidos, o que torna toda a coisa mais desagradável do que poderia de facto ser) a pulular alegremente pela rua como se fosse perfeitamente natural parecer que saiu de cuecas e camisolão de casa.

Vá partilhem cómigo:
Que outras tendências vos dão um bocadinho de vergonha alheia?
E a ver se o blog mexe um bocadinho que tenho deixado isto às moscas tadico :(

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Calendar May 5, 2012 20:06

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Pergunta de fim de semana numero qualquer coisa que não me lembro.

Ando a seguir a nova série da Jennifer Love Hewitt, The Client list, e tenho-me rido imenso.
Ora bem, vamos lá esclarecer porquê.
Exibindo as suas... capacidades conversacionais

A série é sobre uma moçoila massagista desempregada, com dois fedelhos filhos lindos e amorosos, e um marido e um cunhado os dois retirados da capa de uma qualquer playgirl. seriously.
Como não podia deixar de ser em qualquer série em que a moça entre, há um grande drama, o marido um dia acordar põe-se na alheta, deixando-a sozinha a pagar a hipoteca da casa e a cuidar dos putos.
drama drama drama, lágrimas e ranho para encher uma barragem.
Ora,como seria um tédio completo a história ficar-se por aqui, a moça arranja um trabalho num SPA no dia antes do marido se ir embora... e o SPA especializa-se em... massagens eróticas, vá.
Ou seja ela vai fazer uma massagem a um senhor e apercebe-se que tem mais que massajar para além da zona lombar.
Claro, não chega a ser sexo... digamos que pronto, ela só faz o" serviço manual"entre outros fetiches que envolvem pintar unhas dos pés e assim.
E não, não é isto que me faz rir.
O que me faz rir é todo o romantismo maravilhoso que vem a seguir. de repente damos por nós a ver uma Jennifer Love Hewittt, conhecida pelos seus diversos atributos, dentre os quais destaco o decote como particular, numa micro camisa de dormir de seda, toda cheia de frufrus e pompons, a massajar eroticamente, a fazer a "voz de queca" a um cliente qualquer... e  de repente entramos numa dimensão alternativa em que começa fazer de terapeuta dele enquanto lhe esfrega o mangalho.
E depois de cada episódio de 40 minutos, ficamos com a sensação de que todos os homens que vão ás put*as só precisam de uma boa conversa, e pagam um dinheirão para elas os ouvirem falar das mulheres, namoradas, noivas e desgostos amorosos. depois disso ficam automaticamente todos pessoas melhores e a terapeuta badalhoca vai para casa com uma linda gorjeta.

E aqui sim, eu rio.
Não porque não acredite que os homens também queiram conversar - although I have a penis, and I admit sometimes he wants to do all the talking.- mas pela simples noção de que as conversas resolvem tudo - coisa em que acredito quase tanto como na conversa de "amar a beleza interior" de uma pessoa.

Por isso deixo a pergunta:
As pessoas falam demasiado de tudo como se fosse um programa virado para a psicologia matrimonial, ou é impressão minha?
Conversar é remédio para tudo?
Não será preciso também saber ter um bom silêncio?
Acham que a percentagem de pessoas que trai por "não conversar com o respectivo" é grande ou piquena??
Deviam atribuir certificados de habilitações como terapeutas sentimentais a todas as profissionais do sexo?

Que tema tão apropriado para o dia da mãe Huh?

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Calendar May 4, 2012 19:27

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Coisas deprimentes que já toda a gente fez (eu incluído)... #2

No facebook:
  • Aceitar um pedido de amizade sem ter a certeza de quem é na esperança de "reconhecer mais tarde" - coisa que praticamente nunca acontece.
  • Mandar uma indirecta a alguém num status, só porque sim, e rejubilar quando a pessoa em questão percebe - nem tentem dizer que não. I know you did it.
  • Taggar(marcar) fotos em que estamos bem e os amigos estão terrivelmente mal - Levante a mão quem nunca foi alvo disto. Tirando o facto de eu quando me dá na corneta meter fotos em que toda a gente - eu inclusive - está muito mal, de vez em quando lá apanho com uma bela surpresa no mural com uma legenda tipo "noite divertida" ou whatever, quando a legenda devia ser "eu e o macaco do Ricardo"
  • Ignorar os pedidos de jogo - É assim pessoas, provavelmente 10 leitores meus- se tanto - são meus amigos no facebook, e não sei se estão incluídos, se estiverem pronto lêm. Se eu não jogo a merda dos jogos do facebook, nem me vou dar ao trabalho de ir buscar "gemas mágicas" ou "castelos voadores"ou qualquer tipo de imbecilidade que alguém se lembre de espetar num jogo para as redes sociais. se nunca respondi aos pedidos, não sei, se calhar é boa ideia não mandarem mais, digo eu.
  • Partilhar coisas completamente irrelevantes e ficar à espera dos "likes" we all did it at least once.
  • Ver as fotos photoshopadas/alteradas de alguns amigos e pensar/comentar "na vida real não é nada assim"

E vocês?
Que coisas deprimentes Já fizeram no facebook?
Tell me everything!

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Calendar May 4, 2012 09:28

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Bem vindo Primaverno


Se há 50 anos o Outono/Inverno e a Primavera/Verão eram o prato do dia, hoje em dia nós, geração do aquecimento Global temos toda uma panóplia de estações do ano.
Se aqui há meia dúzia de anos, por esta altura do ano já tinha tirado do armário as bermudas e as tshirts, crédulo de que o tempo mo permitiria, hoje levo com o Primaverno - a nova estação que se esqueceram de inaugurar - na tromba e lá volto a usar os casacos de malha e as camisolas que já me pediam desesperadamente por uns meses de folga.
Pelos vistos quem tirou folga foi a falecida primavera, que deu de frosques e deixou o trabalho às mãos do seu parente bipolar, com alterações fantásticas de temperatura, chuvas intermitentes e um sol radioso acompanhado de vendavais dignos de um qualquer Janeiro passado. 
E se nuns dias o sol brilha intensamente,  e lá tiro a medo uma tshirt do armário, no dia seguinte dou por mim todo arrepelado a beber um chá a escaldar em pleno Maio.
Enquanto isso o resto do mundo parece não ter apreendido a primavera.
Na TV lá aparecem as pessoas com pouca roupa, as Lojas enchem-se de calções, bermudas camisas finas, tops curtos e sandálias a saudar a amiga primavera (que pelos vistos não sabem que este ano não vem), e as florinhas largam todas à mesma os pólens e poros que deixam no ar algo quase tão primaveril como o amor:
As alergias

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Calendar May 2, 2012 18:47

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Bai Bai Rotina

A rotina estava a começar a enjoar-me por andar sempre Às voltas.
Fui sair, levei as chaves e a carteira, deitei fora o aborrecimento e o blog ficou aqui a descansar.
Descobri que gosto mais do cheiro de tabaco do que devia, tendo em conta que não fumo.
Descobri que sou melhor pessoa do que tinha a sensação, e que perdoar não é para mim um exercício tanto como uma necessidade.
E é só.
Para não pensarem que morri e estou algures numa valeta.
É provavel que voltemos à "programação" normal nestes dias próximos.

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Calendar April 28, 2012 19:19

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Ricardo's Time Machine XV

Esta semana tenho andado com a inspiração a zeros, mas queria mesmo fazer uma time machine.
Como seria de esperar, tive pontaria e fui escolher 3 temas dos quais não consigo arranjar vídeos decentes, por isso tive que me virar para o rei dos tesourinhos deprimentes da década de 90.
Imaginem um circo.
Tirem lhe os palhaços.
Tirem-lhe os animais.
Tirem-lhe o algodão doce e os trapezistas.
Acrescentem um trintão híperactivo, 10 dançarinas semi nuas, e centenas de cantores pimbas, e temos o quê?

Oh yeah:

Big Show Sic

Se forem dizer “Ah e tal, eu não vi, pfff”.
Poupem o latim. Toda. A. Gente. Viu.*
É de salientar que o João Baião parecia ligado diretamente à corrente. Saltava, gritava, dançava, cantava, corria e fazia mil e uma coisas na hora e meia (ou mais) em que religiosa nos sentávamos a ver no sofá.
Chegava a correr suor em bica.
Not a pleasant sight.

Era um programa de variedades, sem grande substância – não querendo ofender ninguém – que conquistava por isso mesmo.
Começávamos com as coreografias de abertura, e depois os convidados entravam em catadupa. Não havia um critério específico, era mandar entrar. Como uma fila pro WC das mulheres num bar sábado à noite.
Geralmente era alguma coisa fantástica como uma Ruth Marlene, uma Ágata, ou os meninos abaixo:

E o playback reinava, juntamente com a laca, as purpurinas e o latex, coisas que agora podemos chamar vintage, mas na altura eram mais ou menos moda.
O povo gostava. 
O João encantava com toda aquela energia, quando entrava pelo palco aos saltos, e vinha “entrevistar” os convidados, dar duas beijocas, cantar uma música qualquer e chamar o próximo com aquele speed muito característico.
Entretanto vinha o intervalo, e lá era a Dona Ermelinda avisada.”Vá Dona Ermelinda, pode ir agora fazer o seu chichizinho, mas só no intervalo!” como se a SIC contratasse capangas para controlar o tempo de micção das espectadoras septuagenárias, que eram mais que muitas.

Pelo meio de tudo isto as dançarinas estavam lá, a dançar literalmente tudo e mais alguma coisa que tocasse, todas vestidas a combinar, cada programa com uma fatiota diferente, todas possivelmente compradas numa qualquer sex shop nas redondezas de Carnaxide.

Como bom programa dos 90, a dada altura a salganhada era tanta, que já tinha um bocado de tudo lá dentro. Ele eram concursos de cantores, acordeonistas, poetas, e outros que tais, para encher chouriços, dentre os quais o belo do momento da lágrima. 
Foram vários segmentos em que o Big Show Sic dava qualquer coisa às pessoas carenciadas, velhos, miúdos ou simplesmente pobretanas- no harm intended. E lá iam as camaras atrás, ver uma casa pobrezinha e fazer uma entrevista aos selecionados que ganhavam uma aparelhagem, uma TV ou uma máquina de lavar roupa enquanto choravam baba e ranho.

Para acabar a festa em Beleza, havia o mítico segmento do Macaco Adriano, que todos nós conhecemos bem. A dada altura, vinha aquele momento que toda a gente lembra com saudade, em que algum desgraçado num fato de gorila, corria de dentro de uma jaula para o meio do palco, saltava tocava a theme music do personagem, que interagia com os cantores – embora eu só me lembre de o ver a saltar pelo palco.
Ah, a TV dos 90 que não volta.

E depois desta exposição toda esperam que nós, jovens adultos vividos nos 90’s saiamos “normais”? really?

*A não ser que não vivam em Portugal.

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Calendar April 25, 2012 18:39

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Profissão: "Famoso"

Enquanto pequeno fazia-me confusão ver os famosos nas revistas - sabem quais são, e todos já devem ter desfolhado pelo menos uma -  e não perceber porque eram famosos.
Quer dizer, na minha mente prática o talento e a fama vinham por associação a qualquer tipo de talento ou aptidão extraordinária.
Bitch, I was wrong.
Não é preciso um átomo de talento em toda a estrutura corporal de uma vedeta. 
Embora apreciado, o talento é claramente overrated, no que toca ao universo de gente famosa.
Não é preciso ser-se esperto, nem bonito, e – por chocante que possa parecer – também não é preciso ser-se interessante.
Desfolha-se uma revista cor-de-rosa – que eu apelido de revista castanha, if you catch my drift – e lá estão eles.
Os “nossos” famosos, desfilando em passadeiras vermelhas já encardidas e sem brilho.
Inaugurações de relógios, biberons, lingerie ou bolachas digestivas, a assanharem-se às câmaras por mais uma foto nas revistas.
Lendo as legendas vemos a Petra Fiorina*, renomada socialite, o Ambrósio Magalhães*, RP de um qualquer lounge bar em cascais, entre dezenas de “empresários”, “relações públicas”, “modelos” e “cantores”( e mais outros tantos títulos fictícios) que vão e vêm como pulgas num canil.

(acho que esta música descreve tudo)

As starlets dos reality shows, nos seus vestidos da Zara, com a sua maquilhagem da Sephora ou d’O Boticário, de braço dado com os novos moranguitos, nos seus modelitos H&M (alguns com duas linhas nariz acima) ainda ofuscados pelos holofotes da fama de 15 minutos – ou duma temporada, em tempo morangal – a exibirem todos sorrisos tão genuínos quanto os bronzeados de solário.
E todas estas figuras estão subtilmente – tanto quanto possível – a digladiarem-se por uma capa, ou um destaque, dispostos a fazer tudo por mais 5 minutos de fama. Dispostos a pagar paparazzi por “fotos exclusivas” – eu acho isto uma outra classe, ainda sou do tempo em que os paparazzi andavam atrás das pessoas, e não o contrário – a vomitar as agruras do quinquagésimo namoro falhado, a mostrar como aplicaram as novas mamas no Dr. Ângelo Rebelo, e como fazem shiatsu para manter a forma depois dos quarenta (que já passaram há 10 anos) – provavelmente na sala do pós-operatório do bom Dr. –, e entrevistas íntimas logo ao lado da secção do horóscopo e feng shui.
Para quem lê aquilo talvez passe toda uma sensação de glamour, que vos vou confidenciar,  deve ser tão real quanto eu nasci ruivo.
Como se ser “famoso” seja só aquilo, de ir a festas e aparecer... well tecnicamente até é.
E semana após semana lá estão eles, em mais uma inauguração, na qual provavelmente pagam por tempo de antena, como boas celebridades de segunda que são, enquanto se fabrica a próxima fornada e os que perderam a piada desaparecem como fumaça.

Talvez por isto tudo que quando o Paulo Gonzo disse a um qualquer candidato dos ídolos que nunca “tinha tido tantas pessoas famosas à frente” que ele não era “famoso”, mas sim músico, me tenha dado vontade de lhe ir dar um abraço.
A sério.

*nomes fictícios, a título de exemplo, querem nomes verdadeiros, leiam as revistas da especialidade

E vocês?
O que acham do assunto?

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Calendar April 24, 2012 19:30

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A avó e o 25 de Abril

Eu nem ia fazer nenhum post relativo ao 25 de Abril. Não tenho aspirações políticas de qualquer género, e sinceramente não é tema que me suscite especial atenção... mas a minha avó fez umas quadras, e eu até lhes achei piada, vamos lá tornar a avó famosa.


Para onde vai o nosso pais
caminhando sem direcção?

Comandados pela troika
com o seu egoísmo e maldade
Que apenas trocaram o nome
de fascismo por austeridade.

As fábricas tudo a fechar
O Governo não tem mão
Vai tudo para o desemprego
vê-se um futuro tão negro
para a nova geração.

Meu saudosomês de Abril
Cada vez é mais lembrado
Que depois de tanta luta
vem estes filhos da puta
Fazer voltar tudo ao passado.

Jovens tenham atenção
Lutem com a mão segura
Não deixem a reacção
formar nova ditadura.

Edeme Carolina aka avó do Ricardo aka awesome granny

E acho que foi tudo dito,né?
Pronto, bom feriado a quem diz respeito, e mais tarde faço outro post, ou não, sei lá.

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Calendar April 23, 2012 18:27

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Identidade

O meu maior medo, é acordar um dia e não me reconhecer.
Transformar-me num recipiente vazio.
Todos os dias vejo mais "pessoas impessoais", insípidas... cópias mal conseguidas umas das outras.
Cópias que afirmam ter direitos de autor da maior das banalidades, e que correm ambiciosamente atrás de reconhecimento e adulação.
Não é crescer. Não é absorver experiências ou alargar horizontes. é fundir-se a eles. não conseguir distanciar o que vemos como comum e mundano do que somos enquanto pessoas.
Porque se formar uma identidade é complicado, um trabalho de crescimento continuo, para perdê-la é só seguir a corrente, que puxa sempre com tanta força.

E vocês?
Identidade própria: uma banalidade que todos têm ou um luxo que poucos conseguem
O que acham que leva uma pessoa a corromper a sua identidade?
Ai hoje estou muito pseudo filosófico. também tenho direito.

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Calendar April 21, 2012 19:20

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Um guia de más maneiras e óptimas desculpas

Quem é que à última da hora nunca teve que se escapulir de um convite indesejado?
Uma festa de anos de alguém de quem nem gostamos muito, uma proposta de vela, you name it.
Por muita afinidade que se tenha com uma pessoa, nem sempre se pode dizer "Não me apetece ir apanhar uma seca do caraças, desculpa lá qualquer coisinha", porque por muito que as pessoas digam que não se importam e que preferem ouvir a verdade logo de chofre, isso é geralmente treta, ninguém gosta de levar uma nega

Aqui entram as desculpas, a escapatória mais prática e utilizada por toda a gente.
Antes de desenvolver...
Como toda a gente sabe, é muito feio e muito pouco ético usar desculpas, yada yada yada. devíamos todos conversar e dizer uns aos outros "tu és um tédio" quando nos apetece, porque assim é que se tem um mundo melhor e... who cares?
toda a gente já usou desculpas. se vêm aqui dar uma de psicólogo de esquina está ali a cruzinha, podem  fechar, sim?

Ora , como gosto de ser útil, hoje lembrei me de fazer um countdown das 4 desculpas mais eficientes/utilizadas.
#4 - O teletransporte
exemplo:
"Iiiiih! não estou aí em baixo. estou no Alentejo"
It works. é só substituir "Alentejo" por qualquer outro sítio no globo.
Ninguém vai efectivamente verificar se estamos em casa... I hope.
Não é muito prática por termos que ficar efectivamente confinados ao conforto do lar... oh wait, that aint that bad.
#3 - Os visitantes fantasma
exemplo:
"Ah...desculpa F, não posso ir contigo e o teu namorado ao cinema, tenho aqui a minha avó..." 
Quem já disse uma do género levante a mão! e quem já disse isso quando a família não está efectivamente lá, levante as duas!
A família é daquelas desculpas com as quais nunca se discute, porque... bem, são família.
Não importa o pequeno pormenor de provavelmente a avó estar a 100 km de distância a fazer caldeirada de borrego.  Podemos sempre utilizar a velha máxima " a família está no coração" para apaziguar a consciência.

#2 - A vida académica/profissional
exemplo:
"tenho um exame, não dá :/ "
Acho que nunca cheguei a usar esta mas a verdade é que raramente falha.
Há sempre o risco de termos colegas em comum que deitem por terra o teste fictício ou a reunião de trabalho no dia seguinte. Fora esse handycap, nunca percebi porquê, mas toda a gente cai nesta num piscar de olhos.
# 1 - A doença fictícia
exemplo:
"estou de cama com uma gripe enorme, cof cof cof"
É de todas a menos provável a dar para o torto, I mean, quem é que vem ver se estamos mesmo doentes? pelo menos nunca ninguém me veio tirar a temperatura quando estava "com febre" porque não quis ir aos anos da irmã chata da L. e para as leitoras, há o bónus de dizerem "estou com o período" não há ninguém que queira sobreviver qe se arrisque a comprovar tal coisa. trust me.

Ora, claro, também há toda uma parafernália de desculpas esfarrapadas, aquelas que saem um bocadinho em cima do joelho, quando uma pessoa tem preguiça de usar uma das 4 magníficas acima, e acabamos por levar com coisas tão originais como deprimentes.
Desde "tenho uma unha encravada" a "o meu cão tem lombrigas", sentimo-nos especiais por despertar a veia literária do mentiroso amador que há em alguns de nós.

E vocês?
Para que situações usam desculpas?
Que desculpas usam quando se querem safar de alguma coisa?
Qual foi a desculpa esfarrapada mais engraçada que já receberam? e que já deram?
Vá, toca a comentar e a mostrar-me as vossas capacidades de inaptidão social, minhas alforrecas <3

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Calendar April 20, 2012 07:45

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A ex virgem contrataca

Quem segue o blog desde o princípio praticamente, já sabem que eu tenho uma linda relação de amor não correspondido pela Guida (Margarida Menezes), a ex virgem, ex presidenta do ex clube das virgens.
Ora, ela tornou-se famosa por terras lusas, porque com 27 anos (ahm... a mim parece-me 30 e tal) ainda não tinha feito o amor, por estar encalhada opção. para mais detalhes sórdidos, clicai aqui.
Mais tarde, Quando eu já a tomava por aquisição dum qualquer convento no meio do monte, Eis que Guidinha reaparece, linda e loira - literalmente - e já desvirginizada, contando a sua linda experiência sexual com o príncipe dos olhos verdes, ou azuis (juro, não fui eu, até me dão arrepios só de por a hipótese) que depois  de fazer o serviço lhe deu com os pés seguiu a vida dele, ficando os dois muito amigos. para lerem sobre como ela está disponível para amar (e como aumentou as mamas) podem ler o meu fofo artigo aqui.

Ora, a virgem que era notícia por ser virgem - não percebo porquê, com aquela fronha, para mim foi mais notícia quando deixou de ser virgem, mas pronto - eventualmente virou notícia por deixar de o ser.
Seria de esperar que se deixasse ficar por aqui, no anonimato a trabalhar num bar ou lá onde era, e deixasse de poluir terras Lusas com os seus lindos projectos... certo?
Naaah.
A Guidinha não se contenta e ficar no borralho, e de vez em quando aparecia com notícias relevantes para a sociedade mundial como aquela em que disse que gostava de ensinar umas coisinhas ao... João-qualquer-coisa-da-casa-dos-segredos-que-nunca-vi, porque ele era virgem e ela já não. (o que para mim foi interessante constatar foi como ela desceu de "príncipe alto dos olhos azuis" para "labrego com uma viola").
Pelos finais de 2011, li uma notícia dela, em que tinha um "novo projecto musical, muito alegre e divertido"
Eu tive medo.
Eu tinha razão para ter medo.
Aqui há coisa de 3/4 meses, ligo a TV e qual visão dos infernos, lá estava a Guidinha, loira e com uma tiara na cabeça - acho que apostou num look lunática fashion - a dizer ao Goucha, que desde piquena o seu maior sonho era ser "modelo, actriz cantora" porque "gostava muito do palco e de desfilar".
A Guidinha aparentemente arranjou um MAG - que era amigo dela e passo a citar "há muito tempo desde quando eu ainda era virgem, ah ah ah" - e vestiu-se de barbie - ou de boneca insuflável, not sure - , aparecendo para nos presentear com produções musicais - das quais ela faz a letra exclusivamente sozinha - ao mais alto nível, such as:
E devo dizer que até me caiu uma lágrima pelo olho direito abaixo, tamanha foi a emoção. Quando tiver filhos vou torturá-los com esta música quando não quiserem ir dormir, parentalidade no seu exponencial máximo.
Pensei que se ficasse por aqui, I mean, obviamente esta carreira musicar seria um flop desde o momento em que abriu a boca cheia de autotune em tempo de antena público.

Mas não. a virgem que já não é virgem, mas continua maluca, surpreendeu-me novamente, e começo a ponderar se não será aparentada das baratas que sobrevivem a tudo e mais alguma coisa, e iniciou a vida de cronista.
Hoje enquanto lia uma notícia no correio da manhã, aparece-me uma hiperligação com o seguinte título "
Ex-virgem narra medos ligados à sexualidade". 
Well Done Guidinha, toda a gente sabe que ser cronista é o último recurso que as celebridades em queda apanham por cá.
O que me intriga nisto tudo, é porque carga D'água é que a lontra da "virgem que não é virgem" ainda é assunto?
Mais ninguém foi virgem em Portugal sem ser ela? 
É que ser virgem não é o mesmo que ser atleta profissional, ou apresentador de TV. Ou se é, ou não se é. Não existe ex virgem. se formos por ai, eu sou ex virgem. dêem-me tempo de antena para eu vos dizer como quando tinha 12 anos pensava que ter um orgasmo incluía passar por alucinações psicadélicas ao som da Macarena, e a seguir faço uma canção sobre como passar o fio dental.
Querem saber os medos dos virgens?
Elas têm medo que doa e não seja romântico, eles têm medo que seja muito rápido, de se irem abaixo e de que a respectiva não sinta nada. 
Pronto Guidinha, podes voltar pro buraco de onde saíste há 4 anos atrás, até te lembrares de ir ao médico restaurar a perdida virgindade, reabrir o falecido clube das virgens - com as suas 33 membras - e esperar pelo novo príncipe de olho azul. 
Depois avisa se algum imbecil cai no mesmo erro duas vezes sim?

E vocês?
Que celebridades conhecem que não percebam porque são famosas?
Gostam da Guidinha?
Enviem-lhe a vossa mensagem de apoio <3

PS: Não sei se esta semana há time machine, esqueci me que ontem era quinta e não fiz nada. 

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Calendar April 18, 2012 18:59

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Quero uma vida de cão

"Ai vida de cão!" diz um Zé Ninguém, exasperado com o preço da gasolina ou com mais uma mão cheia de rugas e cabelos brancos.
E di-lo vezes em vezes sem conta, como se fosse atribuir mais validade ao raciocínio, mas sinceramente, não percebo a analogia.
Eu quero uma vida de cão.
Não que queira necessariamente ter quatro patas, orelhas caídas e focinho molhado. Não que não goste de ver a cores e ter boa visão nocturna, mas acho que no final de contas, uma vida de cão é mais simples.
Os cães não mentem. Não têm que o fazer para agradar ninguém - porque não há círculos sociais no universo canino, não te vão julgar por seres um rafeiro, mais do que por teres imenso pedigree -, nem para subir na carreira porque os cães não trabalham - na sua maioria.
Os cães não têm crise da meia idade.nem se importam com as posses financeiras de ninguém. Não há tanto risco de trocarem a companheira por uma cadela mais nova, porque o pelo ficou grisalho
Ninguém quer saber se o vosso cão gosta de cães, cadelas, ou se organiza orgias no quintal com gatos e galinhas e as únicas dúvidas morais com que o amigo de quatro patas se debate envolvem "devia ter roído ou não aquilo"   e "acho que o tapete foi uma má escolha para despejar o intestino"
Os cães não se preocupam com dietas ou com IMC. hell, they eat everything.

Os cães não falam mal uns dos outros pelas costas. os cães não falam, ponto.


E mesmo assim, o Zé ninguém continua, cospe as palavras como se de alguma maneira os pobres canídeos fossem responsáveis por alguma coisa terrível, um complô contra a humanidade que se esqueceram de publicar nos noticiários.
Como se fossem os cães a causar a crise no sector automóvel, ou pela criação de cartéis de droga.
Como se os cães e cadelas andassem a raptar pessoas para transplante de órgãos, ou para fazer empadas e vender.
Como se os desgraçados dos canídeos gerissem mal a economia mundial e levassem à falência famílias inteiras.
Porque seria impossível que nós, raça infinitamente superior, complexa e completa nos metessemos em tal engavelo de desigualdades, hipocrisias e duplos sentidos...
Verdade seja dita, quanto mais olho em volta, e mais vejo como nos tratamos todos abaixo de cão mais quero uma vida de cão...
Ai triste vida de Homem...

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Calendar April 17, 2012 18:25

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Como diria a irmã da Luciana Abreu...

O meu sonho, é realizar os meus sonhos.
Isn't that girl a genius?
Isso e largar a preguiça mental para vir acabar os posts que tenho na cabeça.
Para os leitores desatentos, mudámos de nome (eu e as minhas personalidades múltiplas), só para marcar a diferença ( not really, mais porque me apeteceu)
Até amanhã, dia de post decente - ou não.

Calendar April 16, 2012 19:32

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Desabafos de uma carteira vazia

Tenho uma carteira que em tempos foi bulímica e agora é anoréxica, e acreditem em mim, a aceitação do facto não é uma sensação agradável, principalmente num mundo em que se querem pessoas magras e carteiras gordas.
E a minha carteira revolta-se. revolta-se tanto ou mais do que eu.
Se lhe dessem espaço de antena, provavelmente criaria uma nova revolução política... mas por enquanto queixa-se no meu bolso, silenciosamente, para só eu ouvir.

Enquanto via um excerto da triste reportagem sobre jovens universitários que não tinham condições económicas para manter os estudos, a minha carteira palpitou, algures nos fundilhos das minhas calças, um ténue palpitar de solidariedade para com aquelas carteiras tão ou mais inabitadas que ela, que provavelmente se sentem mal amadas, tamanho é o tempo que passou desde que uma mísera nota de 5 euros as visitou.
Por outro prisma, a minha carteira vê as carteiras rechonchudas dos senhores nas lojas gourmet como umas "grandes pêgas oferecidas" que deixam as notas entrar e sair com mais facilidade do que eu digo supercalifragilisticexpialidocious.São pouco recatadas e espalhafatosas, indiferenciadas em quem lhes deita a mão, ou no que gastam o dinheiro. Gastam milhares numa lancha de férias, ou nuns louboutins, enquanto que as carteiras magrinhas do proletariado sofrem em silêncio ressabiadas por saber que nunca vão sentir os prazeres carnais de um cartão VISA platinum junto a algumas notas de 500 euros.




Já lhe tentei explicar que o dinheiro vale cada vez menos, e que cada vez vem em menor quantidade, mas ela continua presa num mundo de imaginário fantástico, em que com uma nota de 20 euros compra 3 toilettes e ainda sobra para um gelado de 3 andares na bella itália à esplanada.
Sofre de demência. Ainda tem vislumbres do tempo em que as minhas tias-avós me davam todas uma notinha só por as ir visitar, acompanhada dos rebuçados, e do beijo revestido a buço que eu tantas vezes achei dispensável.
Folhear um catálogo é cada vez mais uma prática masoquista, que vou fazendo porque sofrer é necessário à condição humana, e acredito esperançosamente que qualquer dia, numa qualquer falha miraculosa do sistema bancário, a minha conta aumente 10 zeros para a direita, e eu possa por em prática todos os projectos consumistas que a minha carteira e os seus acessos de anemia não permitem.

E a minha carteira sofre em silêncio.
Sofre porque é cada vez mais um acessório, ela, uma organizadora, reduzida a elemento estético,
Começa a ter dúvidas existenciais e ânsias suicidas, no outro dia apanhei-a perto da janela, concerteza prestes a saltar para o além das carteiras, na esperança de reencarnar como porta moedas do tio patinhas.
Não sei se teria muita sorte, afinal, este mundo não é para pobres, mas está cheio deles, o que é uma grande ironia se pensarmos a fundo no assunto.

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Calendar April 15, 2012 06:48

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Perguntas De Fim De Semana LIV

Descobri este site há uns anos, consiste num teste de idade interior. 
Respondem as mais variadas perguntas - todas privadas - de três áreas (saúde, alimentação e estilo de vida.) Pois bem, hoje resolvi fazer o teste porque já tinha feito uma vez há 3 anos e já não me lembrava do resultado.
Xanaaaam:
Vá, façam vocês - SEM ALDRABAR AS RESPOSTAS! - e digam-me:
Qual é a vossa idade interior?
Sentem-se mais novos ou mais velhos do que são realmente?

Toca a ler, comentar e subscrever, e se quiserem, passem pelo facebook do blog que estou lá a responder este fim de semana ao desafio da Inês.

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Calendar April 13, 2012 08:55

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Ricardo's Time Machine XIV

Sorry, ontem não tive tempo de postar a time machine, por isso cá vai água.
Já falámos de séries, programas, desenhos animados, músicas... mas ainda há tanto por onde explorar.
Hoje é dia internacional do beijo então pronto, vamos falar de coisas que iam directamente à boca. resolvi recordar os 90's e a maravilhosa dieta de fritos e açúcar que eu tal como muitas criancinhas vivemos, ainda antes da obesidade e das manias do comer saudável.
Hoje vamos atacar os:
Ring Pop
Descobri há uns meses um café que vende disso, embora só haja num sabor - o insípido morango - e acabei por comprar um, quase amputando o dedo quando tentei enfiar o anel.
Sofri um bocadinho quando constatei que pareciam muito maiores antigamente.
Os Ring pops são a guloseima mais féshion de sempre. Havia em praticamente todas as cores possíveis e imaginárias (ah, a alegria dos corantes em tudo o que era comida antigamente, nunca mais vai voltar), custavam 25 ou 50 escudos, e faziam uma boa figura até acabarem mordidos e nicados, e ficar só o pauzinho solitário sem qualquer réstia de chupa chupa.
Vendiam-se praticamente em qualquer estabelecimento de portas abertas e deram muitas cáries a milhões de criancinhas, agora jovens adultos com dentições perfeitas.
Eu tive uns mil, e tinha sempre aquela pateta ilusão de que "era desta" que ia conseguir ao impulso irresistível  de devorar o chupa chupa que parecia um diamante digno de um qualquer rapper na MTV...mas não. Acabava sempre sem chupa chupa e com um anel de plástico no dedo, a suspirar pelo próximo, que ia conseguir resistir sem comer... it never happened.
Um outro aspecto dos ring pops, era a carga emocional  - tan lindo.
Nós, como crianças inteligentes que éramos,  viamo-los como anéis de relacionamento perfeitos.
Não havia dinheiro para jóias a sério, que eram "coisas dos crescidos"  e a Bélinha do recreio ficava extremamente feliz se lhe déssemos um desses e um beijinho lambuzado na bochecha.
Quem é que não experimentou um qualquer momento pseudo romântico envolvendo estes - literalmente - doces acessórios?
Eu - ou melhor o meu mini eu - recebi e dei uns quantos destes em lindas declarações de amor durante o recreio, entre um jogo da apanhada e uma sessão de berlindes.. eram romances longos, que duravam o tempo que se demorava a comer o chupa chupa e eram trocados pela próxima pessoa que me oferecesse um.
Seguíamos à letra o sábio ensinamento da Beyoncé,"if you like it then you should have put a ring on it" Oh yeah.

E vocês?
Comeram disto?
Também trocaram declarações românticas acompanhadas de açúcar?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!

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Calendar April 11, 2012 18:08

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Como dar o nó (literalmente)

Sempre gostei de ver gravatas. 
É um acessório que dá toda uma sensação de pipizice, ou em inglês pippyness, andar com uma camisa e a bela da gravata com o imponente nó a ornamentar o pescoço é outro nível. 
Cheguei inclusive a namorar uma ou duas gravatas em lojas aleatórias, porque me parecia sei lá... fashion ter uma gravatinha, pancadas pronto.
Isto foi até ter sido confrontado com a perspectiva de ter que usar uma todos os dias e perceber que aqueles nós não são propriamente automáticos.
Não há todo aquele ritual místico entre pais e filhos como na primeira sessão de barbeação ou carnificina, como preferirem. não temos o elemento mais velho da família a dizer "vá e agora passas por baixo e por cima e blahblahblah". 
Não.
Dão-nos aquilo para a mão e vá, amanhem-se, como se dar um nó a uma gravata fosse tão natural como a própria sede.
Digamos que no primeiro dia de trabalho com a gravata ao pescoço, toda a pippyness foi substituída por toda uma sensação de enforcamento sadomasoquista e afrontamentos dignos de uma boa sessão de menopausa.
Claro, só me explicaram horas mais tarde que quando o segurança que me ajeitou a gravata me disse "aperta bem o gasganete" estava a dizê-lo num sentido metafórico, e não a pedir-me para apertar o nó até ficar sem ar e a minha voz parecer a do pato Donald.
Desde esse dia que tenho guardado a gravata religiosamente com o nó já feito e pronto a ajeitar quando visto a bela da camisa.
Até hoje, quando por engano desfiz aquela porra toda e a gravata se desmanchou nas minhas mãos como um fio de esparguete demasiado cozido.
Trouxe-a para casa inerte e inútil na mochila e pus-me à procura de vídeos no youtube a ensinar a dar nós de gravata... 
How hard could it be?
Ninguém me mencionou que há 5874657651654321 nós diferentes para atar uma bendita gravata. 
Pior que isso, ninguém me disse como os distinguir, porque sei lá, às tantas aquilo parecia-me tudo igual.
Depois do momento inicial de pânico, em que olhava para a gravata como uma freira olha para um vibrador,  resolvi pôr mãos à obra... e que obra.
Para começar atar uma gravata resume-se a voltas. pega-se numa ponta, e dá se para lá vinte voltas e aquilo acaba por ir ao sítio depois de uns puxõezinhos... ou devia, porque quanto mais puxava pior ficava.
Depois de umas 10 tentativas falhadas e de me estar literalmente a partir a rir, comecei a tirar fotos aos resultados e a postar aqui os meus próprios nós de gravata, conseguidos com a ajuda dos tutoriais do youtube:
O regador
O canapé

A serpentina
A gravata invertida
O papo seco

Eventualmente consegui um nó decente e a gravata está guardadica na mochila para só de lá sair amanhã, enquanto isso, o pensamento de comprar gravatas como acessório definha lentamente cada vez que penso que demorei quase hora e meia a conseguir o resultado abaixo.

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Calendar April 9, 2012 18:25

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Coisas deprimentes que já toda a gente fez (eu incluído)... #1

Numa loja:
  • Não comprar alguma coisa e ficar a ressacar porque não se comprou e esgotou
  • Esconder um artigo de que se gosta numa prateleira remota porque "depois vimos buscar" - É uma espécie de deja vu consumista que muita gente conhece.Uma pessoa vai ás compras com determinado dinheiro,  Entra na loja e dá-se de caras com uma peça única. - Não única pela sua originalidade, mas sim única por ser a única existente na loja - por coincidência, essa peça é sempre dinheiro a mais que não temos de momento... e passamos automaticamente a gostar mais dela. A superstição leva muitas vezes a que peguemos nela e a enfiemos numa secção errada, porque se a escondermos, obviamente ninguém a vai descobrir e podemos ir comprá-la mais tarde... flashnews, quase nunca ninguém vai buscar essas coisas... sem ser as pessoas que trabalham na loja, que nos odeiam de morte por fazermos isso.
  • Comprar alguma coisa, e 3 meses depois constatar que está com 50% de desconto.
  • Comprar uma peça de roupa um tamanho acima ou abaixo só porque se gosta muito
  • Experimentar óculos de sol, sem qualquer intenção de compra.
  • Desfilar a roupa que se vai comprar pela loja, para o/a acompanhante ver
  • Levar coisas em promoção de que não se precisa muito, só porque estão em promoção.



E vocês?
que coisas deprimentes que toda a gente faz já fizeram numa loja?

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Calendar April 8, 2012 10:27

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Perguntas De Fim De Semana LIII

Todos nós já tivemos um(a) amigo(a)...
Completem a frase.
No princípio da semana vejam o que tenho a dizer sobre o tema.

Bom fim de semana!

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