Calendar January 9, 2011 05:15

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Perguntas de Fim de Semana IV

Seguindo a ideia da canção:

Acreditam que existe "O/A Tal"?
E em almas gémeas, acreditam?
E qual é o vosso critério? 
Só se aplica no campo amoroso, ou todos os outros também contam?
Cada pessoa só tem uma cara metade no mundo todo (essa não me convence)?

[A ouvir: The Concept of Being Hip - Glam Sam and His Combo]
[Humor: Feliz
]

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Calendar January 7, 2011 17:26

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A vida é feita de perguntas, mas só nos lembramos daquelas às quais não temos resposta

O Homem é uma criatura inquisidora de natureza.
Fomos feitos para questionar tudo, como parte do processo de evolução.
É através do contínuo questionar de tudo, que são travados novos conhecimentos e análises mais profundas de coisas que temos como certas, e a descoberta de novas certezas vem daí.
Mas como toda a gente sabe não há duas pessoas iguais (quanto muito são parecidas) e embora todos perguntem, nem todos perguntam o mesmo.

Quem é que não passou pela fase dos porquês?
Eu pelo menos passei, e lembro-me perfeitamente de que era a criança mais irritante numa área de 10 quilómetros quadrados em meu redor (mais ou menos) quando começavam com os “porquês”.

É no entanto um mito pensar que só temos uma fase em que questionamos as coisas.
Como já devem ter reparado, eu e as perguntas estamos sempre de mãos dadas, gosto de saber, de questionar, de aprender, e quem não pergunta não aprende.
É normal que tenhamos dúvidas de qualquer espécie ao longo da nossa vida….

A idade dos porquês é normal, mas quando se cresce , cada pessoa tem uma maneira de interpretar de formas diferentes as mesmas perguntas, uma espécie de pergunta associada à sua personalidade… chamemos-lhe “pergunta interior”, vá.
Eu juro que sei que isto parecia imenso um excerto de um daqueles livros de gurus espirituais, mas nada a ver xD.
A “pergunta interior” é aquela pergunta que nos ocorre geralmente quando nos dão alguma informação, aquela pergunta que gostamos de ver respondida para mais facilmente dissipar as nossas possíveis dúvidas.
Conheço três tipos:

  • “Para quê?” – Esta é a minha. Sou uma pessoa muito objectiva, faz-me muito mais sentido perguntar as utilidades de tudo. Procuro mais a motivação intrínseca. Não gosto demasiado de pensar em origens, prefiro pensar nas motivações que movem as pessoas e os acontecimentos. Se algo não tem um motivo por trás não faz sentido para mim.
  • “Porquê?” – O eterno porquê… Há quem continue com esta análise das coisas a vida toda, não é uma coisa negativa. As pessoas que se perguntam “porquê” costumam ser de natureza mais filosófica. Querem saber o que causa as coisas, a sua razão intrínseca.
  • “Como?” – As pessoas que utilizam isto são as eternas curiosas. Querem saber o funcionamento do mundo, como se facilitasse a análise do mundo sabendo de que maneiras se processam as coisas, o seu funcionamento intrínseco. O mundo é um enorme laboratório de estudo onde tudo é analisável.

Um campo onde isto se aplica muito é em questões de foro intimo, ou em dúvidas existenciais.
Cada pessoa interpreta essas coisas de formas diferentes, fazendo as perguntas de forma diferente.
Quando tenho problemas geralmente ocorre-me que há algum motivo para me estar a deparar com eles, para que eles ali estejam.
Mas há quem olhe para eles e diga “porque é que isto me está a acontecer” e quem pense em como os vai resolver.
No meu caso em especifico, mesmo naquelas dúvidas existenciais, nunca dei por mim a perguntar os porquês, mas é porque não tenho paciência para fazer perguntas que sei que não vou ver respondidas tão cedo. é muito mais fácil encontrar motivações por detrás das coisas para mim do que motivos, ou explicações de funcionamento.
Aquela pergunta que toda a gente já leu ouviu ou disse pelo menos uma vez responde-se de várias formas diferentes. Eu respondo que estamos cá pra viver.

E agora vocês:
São pessoas que questionam muito as coisas e as põem em causa, ou conformam-se com maior facilidade?
Preferem respostas de fácil resposta ou perguntas que vos deixem a pensar?
Conhecem mais tipos de perguntas interiores?
E qual é a vossa pergunta interior?
É alguma desta listinha?
Vá comentai gentes que quero saber as vossas respostas ;P

[A Ouvir: Sweet Dreams-Beyoncé ]

[Humor: Divertido]

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Calendar January 6, 2011 13:17

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Aquela Vez em que o Ricardo vendeu o corpo

Era para escrever um outro post completamente diferente, mas honestamente, torci o pé e pus me a pensar nisto (Ok justificação mais idiota de sempre, mas pronto).
Tudo se passou há 3 anos atrás (ou 4).
Como já devem saber os que me lêem há algum tempo, sou de Albufeira.
Os que não sabiam já sabem.
Por essa altura a marina de Albufeira estava na berra completamente, era só eventos a acontecer lá.
Nessa fase, tiveram uma semana que foi a semana radical, ou qualquer coisa do género, que incluía escalada e rappel, paintball e já não sei bem o quê...
Escusado será dizer que o Ricardo juntou uns amigos e foi.
Chegamos lá e acho que nunca me senti tão desfalcado na minha vida como naquela noite, quando vi a área onde íamos fazer todas aquelas coisas. Que não chegava a ter 200 metros quadrados (nem devia chegar aos 100).
Agora a equação para o desastre :
O Ricardo nunca tinha feito paintball na vida + O Ricardo é Míope + Aquilo era à Noite = desastre.
Para começar o Cabrão senhor lá do paintball não avisou como é que aquilo se processava, eu só sabia que tipo tinha que dar tiros à equipa adversária e apanhar uma bandeirinha no meio do campo.
MAS NINGUÉM ME DISSE QUE ERA PARA VOLTAR PARA TRÁS COM A BANDEIRA.
Então começámos o Jogo. Aos primeiros 10 segundos levei um tiro na viseira (de destacar que não podia ter os óculos por baixo, então só via silhuetas), depois comecei a disparar em todas as direcções e atingi a minha colega de equipa no rabo. Depois de conseguir limpar a viseira, o Ricardo chega ao meio do campo sem levar (mais) nenhum tiro, pega na bandeira e põe-se aos pulos a berrar”ganhámos, ganhámos!!!!”.
E de seguida, veio o massacre.
Ou seja, levei uma data de tiros e fiquei todo cheio de nódoas negras e ampolas porque a protecção que nos deram era só um fato de pano para não sujarmos a roupa.
Depois acabámos as bolas todas (eu já as tinha gasto quase todas na porra do vipe de tiros à cega) e fomos à nossa vidinha.
Pensam que isto acaba aqui?
Nããããão!
Depois disto, fomos ver o que se estava a passar na outra ponta da marina.
E agora vem a parte interessante da história (ou não).
Estavam no palco umas pessoas de uma promoção, a chamar pessoa pró palco, e uma mulher à procura de alguém na multidão.
O que é que acham que aconteceu?
CLARO, a mulher arrastou me a mim e a uma amiga pró palco, porque “fazíamos um casalinho giro” chegados ao palco, a promoção era “seja sensual com o seu parceiro e Herbal Essences e ganhe prémios” ou qualquer coisa na mesma onda.
E no cartaz estava um carro e outras coisas bónitas.
Claro que fiquei Logo “Ai ainda vou ganhar um computador ou um carro, que sorte, agora vale tudo”.
O passatempo resumia-se a isto:
No palco estavam uns dados enormes de esponja com as faces pintadas que tínhamos que jogar para ver o que nos calhava. Cada combinação de cores das faces dava um prémio diferente.
Enquanto isso, lá em baixo a plateia ia aumentando.
À minha amiga calhou-lhe “fazer uma lapdance ao parceiro”.
Ok Riam À vontade. Eu fiquei tipo “UUUUH dancinha sexy”
NÃO.
Acabei por saber que essa minha amiga tinha uma espécie de tendência para me bater co cinto.
E levei co cinto na tromba e em vários outros sítios enquanto ela se mexia com a sensualidade de uma barata sem cabeça.
Depois de uns cinco minutinhos lá acabou a tortura e passamos pra mim.
Jogo o dado, e aquilo gira, e gira, e gira, e fica com a face vermelha voltada pra cima.
Vermelho é bom, right?
WRONG.
As senhoras da promoção mal viram aquilo começaram a trocar sorrisinhos maldosos.
E vocês sabem quando têm um feeling que alguma coisa não vai correr bem?
Curiosamente os meus neurónios não reagiram, tal devia ser a atrofia que o paintball lhes causou.
A “apresentadora” foi ao centro do paço e disse ao micro “e Agora o Ricardo vai fazer um striptease”
E eu continuei a rir por mais ou menos um minuto, tempo que o cérebro demorou a processar a informação.
Estão a ver quando estão muito distraídos e vos dizem alguma coisa má, mas vocês continuam a rir porque não assimilaram?
Same Shit.
Quando percebi o que era já era tarde de mais, estava no meio do palco com um projector em cima, e a ver a multidão a crescer, e a crescer…
E do nada põe a tocar isto nas colunas:
.
E pronto, quando dei por ela, já nem tinha frio nenhum, e até foi divertido. e acabei no meio do palco só de boxers (ainda pra mais foi das poucas vezes que levei uns boxers mais largos que davam demasiada liberdade lá em baixo) sem saber de uma das meias e com uma das sapatilhas algures na audiência, com aproximadamente cento e cinquenta pessoas a assistirem e a baterem palmas (e algumas a gritarem “tira, tira”).
Depois do meu “walk of shame”, que se resumiu na recolha da minha roupitxa toda e ir a correr pró “bacstage” fui receber os prémios.
EE adivinhem o que é que recebi?
Não não foi um carro.
Nem um PC.
Nem um Shampoo que eu poderia usar.
Foi um condicionador para cabelos pintados da herbal essences.
Sim.
Eu fiz um striptease para ganhar um condicionador da herbal essences.


[A Ouvir: Take me away - David Guetta]
[Humor: Divertido]

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Calendar January 5, 2011 17:44

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Ano Novo Look Novo

Sabem quando fazem alguma coisa olham e pensam"missão cumprida", ou assim?
Foi assim que me senti quando terminei este look.
Dois dias de volta disto, mas pelo menos saiu como eu queria.
Um look fresh e colorido para o novo ano, porque já tive a minha quota parte de looks suaves e o mundo não é a preto e branco, muito menos a minha cabeça.
Para lerem os artigos completos carregam no botãozinho, e têm alguns botões com atalhos para páginas que gosto. explorem, e espero que gostem e se sintam "aconchegados".
Amanhã prometo que respondo aos comentários tooooodos sim?

[A Ouvir: A novela da SIC xD]
[Humor: Inspirado]

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Calendar January 4, 2011 21:31

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Atitudes modernas - pt.V

Hoje em dia está na moda chamar a atenção.

Penso que já disse aqui algures que o ser humano roda em torno do poder e blablabla, mas acho que nunca cheguei a explicar que uma das formas mais primordiais que um ser humano tem de exercer poder sobre o outro, é sendo o foco da sua atenção.
Há duas formas de atingir a atenção dos restantes.

  1. Ter algum mérito num campo qualquer - Não interessa muito bem no quê. As pessoas brilhantes geralmente atraem atenção. Merecida, mas atraem.
  2. Apelar – fazer de tudo para dar nas vistas.
  3. Estabelecer relações inter pessoais decentes – Não há grande coisa a acrescentar, né?

(claro que a 3ª opção é demasiado trabalhosa para muita gente hoje em dia mas achei boa para incluir aqui anyway)

Qual acham que é o rumo mais seguido hoje em dia?
*som de sinetas*
2ª Opção, of course.

A Apelação é uma arte milenar, que ainda alguns animais praticam em altura de cio e por aí.
Nem é muito difícil de dominar – talvez porque não haja grande coisa que dominar - O objectivo principal é ser o centro das atenções. No matter what.
Todos nós temos dias em que gostamos particularmente de ser o centro das atenções.
E é perfeitamente normal, mas há quem tenha essa necessidade completamente descontrolada, já virada para uma dieta diária de doses maciças de atenção.

Temos 4 tipos básicos de apelação (há milhentas ramificações, mas não percamos tempo com essas):

  • Apelação monetária - Esbanjar é a Palavra, Na apelação monetária, as atenções não se conquistam, compram-se descaradamente. As pessoas que recorrem a esta apelação geralmente gostam de mostrar que têm dinheiro. Comprar dos artigos mais caros e desnecessários e exibi-los com um certo desdém, atrai uma atenção inicialmente desejada, mas depois incómoda. Outra das maneiras que se encontra de atrair as pessoas através desta apelação, é entupi-las de prendas, como se as prendas demonstrassem um maior motivo para nos sentirmos mais inclinados a reparar nessa pessoa.
  • Apelação emocional – Há dois tipos. “Ninguém gosta de mim”… Yup. As emozices. aquelas pessoas que estão CONSTANTEMENTE a fazer o papel de desgraçadinhas, e infelizes, pessoas com o Sindroma de coitadismo crónico nos píncaros. Sejam conversas deprimentes em alturas festivas, ou expressões tristes no meio de uma multidão de sorrisos, até ao recorrente dramatizar da vida em casa para atrair uma quanta penuxa. E o que é engraçado é que conseguem sempre um molho de gente que anda atrás deles com paninhos quentes. Depois há o outro reverso da Moeda, o “Eu gosto de toda a gente” sabem, aquelas pessoas que têm uma necessidade estranha de agradar toda a gente? Não é bem o Lambe-botismo, isso é mais selectivo. Neste tipo de apelação é pra basicamente toda a gente. Pensam que dessa forma acabam por atrair aprovação e consequentemente atenção.
  • Apelação visual – A Lady Gaga é muito boa pessoa, e gosta muito de cãezinhos e órfãos e póneis e unicórnios e assim, e tem muitas causas… mas não vamos ser idiotas ao ponto de não admitir que ela tem um bocadinho de vício em chamar a atenção. Ela é o exemplo mais conhecido actualmente, mas como ela há muitas pessoas que gostam de se vestir (ou despir) e comportar de maneira a chocar as pessoas. Chamam as atenções por… dar muito nas vistas? Nem me venham com aquela desculpa de “Ah e tal cada um é como é”. Uma pessoa gostar de usar minissaia e calças por baixo, é “ser como é” (e ter muito mau gosto) … agora meter uma lagosta na testa e andar com ela na rua não é nada mais senão um – não tão – subliminar “Olhem para mim, eu sou arrojado”. E podíamos falar ainda de como se usa muita coisa que é desconfortável, só porque está In, mas não acho que valha a pena. Vocês chegam lá sozinhos.
  • Apelação idiota/Desesperada – Por alguma coisa lhe chamo de apelação desesperada. As pessoas que recorrem a isto fazem de tudo. Porque tudo vale para que o foco das outras pessoas paire sobre nós, e porque todas as outras tentativas deram para o torto. Pode entrar-se em coma alcoólico, fazer-se uma tatuagem, nudismo numa praia normal, Pixar um muro (Ok eu ando há séculos com a vontade de usar este brasileirismo, porque soa tão porno, mesmo sabendo que só estou a dizer “vandalizar”)… You name it. Muitos pseudo rebeldes nascem mesmo daqui, da carência tão grande que têm por atenção acabam por fazer as maiores barbaridades. As vacas (e não são as que pastam) também vêm daqui… só que a atenção que recebem é diferente… if you know what I mean.

Numa frase… a Apelação é uma deprimência.
E tenho dito.
Receber atenção devia ser um bónus na vida, e não um objectivo de vida.
Quanto muito se a recebermos que seja por mérito e não por pena, ou porque estamos a fazer uma figura tão ridícula ...Coisa, que as pessoas não conseguem deixar de reparar em nós (como no caso do video abaixo, que não aconselho a pessoas com medo de perucas e de cabelo cor de rosa).

E vocês?
Conhecem mais tipos de Apelação?
Conhecem alguém que use algum destes?
O que pensam do assunto?
Ficaram com medo do video? xD
Comentem, leiam e subscrevam, que eu vou dormir (nem devia estar a postar a estas horas mas o sono fugiu-se-me.

[A Ouvir:Weekapaug Groove-Phish ]
[Humor: Uma grande salganhada deles ao mesmo tempo]

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Calendar January 3, 2011 10:38

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"Estou crescendo.Estou perdendo as minhas Ilusões, talvez para adquirir outras novas"

citação do Livro "Orlando" de Virginia Woolf, que estou correntemente a ler.
Agora que já passou aquela euforia toda dos posts de passagem de ano e de contarmos uns aos outros como foi (coisa conta a qual não tenho nada ao contrário do que a sodona PFIA comentou xD só acho maçador tudo falar do mesmo durante dois dias.), retomam-se os posts normais um pouco por todos os blogs. 
para os leitores curiosos por saber como correu a minha PA, leiam o pequeno spoiler que vou deixar no fim do post.

Findo este aparte, vamos lá ao post.

Com esta história do ano novo, até é normal que se pense mais em mudanças que as nossas vidas sofrem a todos os níveis. Mas a mudança em que menos reparamos é no nosso próprio crescimento.
Crescer é uma coisa que sempre me fascinou. Ninguém está imune ao processo e ele nunca é igual de pessoa para pessoa.
Há quem tenha medo de crescer, e quem o ambicione avidamente, mas todos eventualmente acabamos por o fazer gradualmente.

E o que é crescer?
Aquela citação é até agora de todas as que li, a que melhor o descreve o processo.
Crescer é toda uma mudança de ilusões.
As ilusões existem em todas as fases da nossa vida.
Não são só as pessoas ingénuas que as têm.
Eu tenho-as e vocês que estão a ler isto também as têm em quantidades razoáveis.
É uma coisa perfeitamente normal e que nos torna humanos.

Passamos por várias fases de crescimento, não é uma coisa que ocorra de um dia para o outro com a ajuda de uma qualquer epifania – embora no decorrer do crescimento as epifanias estejam lá para ajudar no caminho - quem se mostra muito diferente dum dia para o outro está claramente a aldrabar-vos :

Quando somos crianças acreditamos em tudo, não há selectividade, o Pai Natal é-nos tão plausível como o carteiro ou a senhora do supermercado ao fundo da rua. E não nos sentimos mal por isso.
Mas a infância decorre sem problemas de maior, e com o decorrer dos anos discernimos melhor as fantasias que criámos. Reparamos que a história das cegonhas e da sementinha não são lá grande explicação para o típico “de ode vêm os bebés?”.
E quando todas essas fantasias desaparecem, entramos num novo estágio, passamos para aquela fase que abrange grande parte da nossa adolescência.
E acreditamos em amizades eternas e em amores inquebráveis e em lealdade. Deixamos as hormonas tomar controlo dos nossos sentimentos e vemos um mundo de cores garridas de exageros.
E depois crescemos novamente, e o mundo ganha outras cores, e vemos que o eterno de outrora não era assim tão eterno quanto queríamos que fosse. E que o amor que parecia inquebrável nem devia ser mais do que uma paixão assolapada.
E chegamos a outro estágio.

E o processo repete-se indeterminadamente.

No entanto, por se atingir uma certa idade nem sempre temos autoridade sobre pessoas mais novas que nós, porque uma experiência de vida diferente, os pode ter obrigado a crescer mais rápido, ou o simples carácter da pessoa permitiu-lhe fazê-lo de maneira mais rápida do que nós.

Já diz o outro “Idade não é documento”.

Um dos melhores exemplos do crescimento, é a forma como se encaram os sentimentos de maneiras completamente diferentes de altura para altura.
Ainda há pessoas que esperam por uma pessoa utopicamente perfeita, por alguém que qual livro romântico venha e torne a vida num conto de fadas.
Outros que pensam que o amor não vale a pena.
Outros que pensam no amor como uma coisa simples.
E outros que não sabem o que esperar porque o grande “A” ainda não lhes bateu à porta (como eu) - ou se lhes bateu não estavam em casa na altura - Só umas quantas “P” (paixões, não pensemos em coisas badalhocas a estas horas).

E ao nosso ritmo apercebemo-nos de que tudo o que vemos são ilusões que formamos de forma involuntária, percepções que temos na altura do mundo que nos rodeia, e que mudam de acordo com a nossa mente.
Há quem estagne numa idade mental e nunca cresça, e há quem se recuse a fazê-lo por ter medo de enfrentar a vida com olhos mais atentos, preferindo romancear as coisas um bocadinho.
Mas eventualmente todos passamos pelo crescimento…
Ou ele passa por nós, a ritmos diferentes para cada um.

E – citando novamente o mesmo livro - “A vida é um Sonho. O despertar é que nos mata” (esta frase tinha ficado MESMO bem neste meu post pah -.-) quando deixamos de ter ilusões o processo de crescimento acaba. E morremos.
Porque como toda a gente sabe, crescemos até à morte.
E crescer não bom nem mau.
É necessário.
Crescer não é olhar com amargura para o mundo porque “já se viveu muita coisa”.
Crescer não é desconfiar de tudo e de todos e adquirir uma postura céptica.
Crescer não é adquirir um ponto de vista que sirva mais para impressionar os outros do que para nos deixar confortáveis.
Crescer é adquirir a pouco e pouco a capacidade de ver o mundo como ele é, e viver com isso.


E vocês?
Tiveram alguma fase na vossa vida de medo de crescer?
Concordam, discordam?
Ah, e Já agora, Votem ali na votação ao canto superior esquerdo se faz favor.
Comentai!


[A ouvir: Make The Bus- Janelle Monae]
[Humor: Preguiçoso]


Agora sobre a Passagem de Ano :

Este ano como de costume fomos para a praia dos Pescadores. Vimos os Ídolos, e devo dizer que as pessoas não têm noção de como uma coisa daquelas funciona até a verem detrás das câmaras. Gostei imenso, e a foto no meu perfil deve mostrar 1% da multidão que estava em Albufeira na Madrugada de dia 1. Bebeu-se champagne e vodka e andamos pela areia e pelas ruas de Albufeira a aparvalhar. e como vocês são uns leitores à maneira, aqui fica um sneak Peak (em que me podem ouvir dizer "merda merda merda" porque derramei vodka ou champagne em cima xD) e pronto já chega de Reveillon.

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Calendar January 2, 2011 09:20

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Perguntas de Fim de Semana III

Seguindo a ideia da Letra da música:
O que é que vos torna únicos?
Aquilo que nunca nada nem ninguém conseguirá mudar em vocês?
São pessoas de opiniões fortes?

Bom fim e inicio. de semana e de Ano respectivamente

[A ouvir : Strip Me - Natasha Bedingfield]
[Humor: Pacífico]

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Calendar December 31, 2010 20:59

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Primeiro micropost do ano

Post directamente da praia coberto de areia e champagne, e regado a vodka. Bom anoo. E mai nada. Vou pros bares.

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Calendar December 30, 2010 19:28

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Não aos posts de reveillon?

Eu podia vir aqui com um enorme post filosófico para terminar bem 2010. mas não me apetece filosofar.
Podia falar sobre o ano novo e os planos que tenho para essa noite, mas provavelmente vocês não querem saber disso.
Podia vir aqui escrever uma wishlist de coisas que quero que aconteçam no ano que vem. mas muito honestamente enjoei-me até aos cabelos de wishlists blogosféricas.
Então lembrei-me

Coisas que nem com 1000 passagens de ano hei-de conseguir (e querer) mudar em mim:

  • Ter um óptimo timing - Consigo dizer a coisa certa no momento errado com uma fluidez impressionante.. é uma dádiva que poucos compreendem.
  • Gostar de ser desagradável de vez em quando - O meu lema de vida é "quando toca a mim os outros não têm pena, porque hei eu de ter pena dos outros?" e tem resultado muito bem nestes últimos...10 anos vá (sim até deve ser menos, porque quando era criança não tinha lema de vida nenhum). e por isso não me poupo de dizer as coisas desagradáveis que penso quando me apetece. porque se eu não as digo, mais ninguém as diz.
  • Fazer mistelas gastronómicas pouco aconselháveis - Salmão e compota de pêssego, bacon e gelado, batatas fritas e chocolate derretido, you name it. imensas vezes penso "eu gosto tanto disto... e daquilo... porque é que não hei-de gostar de uma mistura entre os dois?" e acaba quase sempre com um "Ai que nojo" da pessoa mais próxima, e uma possível reacção fisiológica que acaba comigo horas no WC.
  • Ser estupidamente optimista- Eu irrito-me imenso comigo com isto. Pra mim tudo vai correr sempre bem. mesmo que esteja tudo a descambar, eu vejo uma luzinha no túnel.Querem um bom exemplo? tá a chover torrencialmente aqui em albufeira hoje. amanhã é passagem de ano. mas por alguma força sobrenatural continuo a pensar que amanhã vai tar um tempo óptimo. quando tenho tudo para pensar o contrário.
  • Odiar Matar caracóis - Eu sei que não é minimamente lógico, mas não consigo matar caracóis. mato aranhas moscas melgas ratos baratas gafanhotos e tudo o mais que me apareça se tiver que ser, mas caracóis NÃO CONSIGO. evito ao máximo. não é por nojo nem nada, mas independentemente de pisar, esmagar ou fazer voar pela janela um caracol, eu sinto uma crise enorme de remorsos. e faço SEMPRE um minuto de silêncio. suspeito que fui um caracol noutra encarnação. mas é uma teoria sem comprovativo.
E Depois disto, vão pensar que eu tenho alguma coisa na cabeça...
mas não tenho.. gorros e chapéus nunca me seduziram muito.

 E vocês?
Quais são as coisas que nunca hão de mudar em vocês (por vontade própria ou por incapacidade crónica)?
digam!
Qual é a vossa característica que esperam manter para sempre? (humor corrosivo pra mim)
E a de que se livravam mal soassem as 12 badaladas se pudessem? (permissividade em excesso pra mim)

Como amanhã não devo vir aqui olhem:
tenham um bom reveillon, divirtam-se e olhem... vemo-nos (teoricamente lemo-nos) pro ano.
E desculpem lá não vos ir ler os blogs, mas estou há 12 horas fora de casa com dor nos pés e rebentado porque 6 dessas horas foram passadas sentado num autocarro.

[A ouvir : Nada]
[Humor : Demasiado cansado para sequer meter aqui o panda]

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Calendar December 29, 2010 16:59

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Dar o Desconto

Bem, este post surgiu-me há uns meses, mas voou-me da ideia.
Depois hoje a meio de uma conversa no msn com a Joana, lembrei-me dele.




Quando gostamos de uma pessoa, fazemos coisas estranhas por ela.e aqui não falo especificamente de amores. Falo de gostar de alguém. Como amizade, família ou whatever.

Por exemplo:
Eu tenho uma amiga.
A K. conhecemo-nos desde… sempre, e a dada altura no nosso pequeno grupo de amigos, a K passou a ser uma figura mítica, por ser uma pessoa de funcionamento muito específico.
Fica meses e meses sem falar ou estabelecer qualquer tipo de contacto, e depois a dada altura relembra-se da nossa existência. Porque não tem ninguém de momento com quem passar o tempo, ou porque não tem nada melhor para fazer.
E nós pensamos “Ah, é a K, vamos dar o desconto”.
E fazemos isto sistematicamente, até que passámos a ser os amigos em part time da K.
E por mais que eu ache que não seja certo habituei-me à ideia.
Habituei-me a “Dar o desconto”.
E cada vez que ela, depois de uma temporada de desaparecimento social completo, se lembra de voltar das cinzas e muito cuidadosamente se insere nos nossos planos conjuntos, dizemos “ah, dá o desconto. É a K
E este ano, embora saiba que lhe vou dar o desconto, comecei a pensar mais e mais nisto:
Porque é que o fazemos?
Na verdade isto de dar o desconto é uma coisa complicada, porque não nos limitamos a ignorar propositadamente as coisas erradas que certa pessoa faz, olhamos para essas coisas e vemo-las como coisas perdoáveis, por mais desagradáveis que tenham sido para nós.
Talvez seja porque gostamos muito dela, ou da ideia que temos dela, e porque temos medo que um confronto afaste essa pessoa e essa ideia permanentemente.


E quantas vezes o fazemos?
O problema reside exactamente aqui. Deixamos de contar. A certa altura, já é tão naturais dar o desconto a A, B ou C que nem notamos que o estamos a fazer. E quanto mais descontos dermos a alguém, mais esse alguém se habitua a ir avançando mais, e testando os nossos limites.
Chega ao ponto em que interpreta as coisas como se tivesse uma espécie de livre passe comportamental, sentindo que pode fazer e dizer tudo, porque vai sempre ser desculpado.

E isto dura até não conseguirmos dar mais o desconto.
Porque convenhamos, somos todos uma espécie de esponjas que vamos absorvendo e absorvendo. A dada altura já absorvemos demais e começamos a expelir o excesso, e a rejeitar mais…
E nessa altura parece-nos absurdo desculpar tudo só porque sim.

Eu estou aqui com estas conversas, mas vou continuar a dar o desconto À K.
E a sentir-me um hipócrita por ir directamente contra o que acredito, mas que se há-de fazer?

"O coração tem razões que a razão desconhece."

E vocês?
Têm algum amigo assim no vosso grupo de amigos?
Alguém a quem acabem por desculpar tudo?
Porque acham que o fazem?
Dão facilmente o desconto às pessoas?
Acham mal que se dê o desconto às pessoas?
Comentai, comentai, minhas gentes.

[A Ouvir : I need You now - Agnes]
[Humor: Feliz]

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Calendar December 28, 2010 17:44

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Afinal a Bimby não é uma máquina dos infernos.


... a máquina do pão é que é.
Este natal, o meu pai e a minha mãe tiveram a ideia de comprar uma prenda de natal "para a casa".
Uma máquina do pão.
quando rasgaram o papel na noite de natal eu senti um calafrio estranho. um mau presságio.
mas pensei que fosse do vinho.
Não era.
agora cá por casa a frase mais dita é "Ricardo, já fizeste o pão?"
Daqui a uns meses vão estar os meus pais obesos mórbidos e a máquina do pão, ali, pronta de boca escancarada para receber farinha fermento e ovos.
porque a máquina do pão é uma alma demoniac insaciavel que me suga a vitalidade e me dá pesadelos desde dia 24.
*choro histérico*
Hoje fiz dois pães de um quilo.
façam o que fizerem, não comprem uma. será a vossa ruína.


ufa, finalmente consegui.
Respondi aos comments que tinha em atraso todos (os dos 3 ultimos posts não estão em atraso porque são recentes). não sei o que fazia à minha vida se fosse uma celebridade de blog.
E agora estou com uma preguiça descomunal. mesmo descomunal. que nem me deu forças para escrever um post decente.

[A Ouvir: a novela na SIC]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar December 27, 2010 11:22

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O Fenómeno Tony

Há várias coisas que não entendo neste mundo.
Nunca percebi aquelas pessoas que conseguem dobrar colheres telepaticamente.
Nunca entendi como é que os peixes palhaço mudam de sexo aleatoriamente quando o macho do cardume morre (sim, as peixas perdem a peixaxa e ficam peixes).



Olhar pseudo seqce profundo + franja à cão d'agua português. yummie


Mas o Tony carreira põe todas as dúvidas a um canto no borralho da minha mente.
Dia 25 mudo para a rtp1 e lá estava um concerto dele.
E milhares de pessoas aos berros no coliseu dos recreios. ou no pavilhão atlântico. ou wherever.
Para quem não conhece o “rei” aqui fica um exemplo.
Sim, só o link que este blog tem padrões para não bater no degredo.
Já é muito bom levarem ca foto dele.
É assim, eu percebo que ele seja um “lutador” e que tenha batalhado muito, e que fosse muito pobrezinho antes
. Mas para alem de ser idiota comprar discos só por simpatia :
  1. º Ele soa exactamente igual em toda as músicas. Nas baladas, nas musicas mais mexidas… whatever he sings. Não interessa o quê, tem sempre aquele tom de voz “caganeira francesa : diarreia nº 5” que fica algo entre o ganir e o sussurrar. E de qualquer forma estranha faz sempre uma data de platinas.
  2. º Ele tem definitivamente cara de tanso. Ok, a sério, não sei bem o que é. Talvez aqueles olhos que mais parecem pequenas poças lamacentas, ou aquela cara de personagem de cartoons da Europa de leste, ou aquele cabelo à escovinha. Há qualquer coisa naquele homem que desperta o meu instinto esmurrador. Era capaz de o espancar com uma cadeira do IKEA se ele me dissesse “olá” na rua.
  3. º Ele é parolo. É assim, eu ainda percebo que hajam alguns tansos que atraiam o mulherio porque têm um certo charme. Não é o caso da criatura, que sua “pimba” por todos os poros.
Com estas 3 especificações nunca entendi o sucesso que o homem tem pelo mundo afora (é que nem se cingiu só a Portugal. Contaminou o mundo)
E depois disto tudo fica-me sempre aquela pulguinha atrás da Orelha “como é que ele vende tanto disco?”
Já me ocorreram várias explicações de entre as quais “Há gente muito azeiteira por este mundo afora mas” nenhuma me encheu as medidas.
Ao longo dos anos fui encontrando novas explicações. Aqui fica uma listinha:
O Tony Carreira envenena as águas dos poços – isto explicaria como naquelas aldeias isoladas no meio da Serra o nome do Tony se faz ouvir. São psicotrópicos modificados! Não bebam àgua dos poços gentes. He’s washing your brains!
O Tony Carreira aprendeu alguma técnica de hipnotismo vocal – Tipo, estão a ver os morcegos que emitem aqueles ultrasons? Suspeito que ele faça o mesmo. Só que fá-lo nos cds e nos concertos com a seguinte mensagem “compra compra compra, ouve ouve ouve”
O Tony Carreira sabe magia negra e fez um pacto com o Demónio – Ok, outra possível explicação é esta. foi assim que aconteceu: há uns 30 anos atrás, quando se apercebeu que ia ter a efémera carreira de um qualquer cantor pimbalhão, o Tony meteu mãos à obra e fez um ritual satânico. Para ter sucesso prometeu as alminhas de todas as criaturas que comprassem os cds dele ao demo. Uma boa troca. Tenham cuidado porque é uma teoria fortemente fundamentada.
O Tony Carreira exala ferormonas – Faz todo o sentido. Ele carrega no cromossoma Y (por isso é que os filhos dele estão todos a aparecer na tv e na rádio, quais ervas daninhas) o gene das ferormonas. Deve deitar tanta ferormona que o mulherio vai todo a correr encher os pavilhões mal sonham que há um concerto dele.
O Tony Carreira contrata fãs de engodo – toda a gente sabe como funcionam as massas. Talvez ele contrate tipo umas dez pessoas para se fazerem de super fãs. E isso incentiva as outras pessoas a seguir o exemplo. O mundo dos negócios requer manha.

E podia continuar aqui com explicações super bem fundamentadas e provavelmente reais, mas de momento não sei se existe mesmo vida extraterrestre para comprovar outra das minhas teorias, e a teoria de terem feito uma experiencia genética de mistura de cantores pimbas num frasquinho e darem-na de beber ao Tony, parece-me meio rebuscada.

Como se não bastasse, os novos cantores portugueses viram que isto é que vende e agora temos uma data de clones de Tony Carreira. a mesma maneira de cantar. as mesmas músicas. os mesmos tiques. A.MESMA.CARA.DE.TANSO. gimme a break.

Uma outra coisa que eu reparo é que as fãs do tony são em 90% dos casos feias. Ou velhas. Ou feias e velhas. Ou simplesmente demasiado…. coisas para ser possível arranjar designações decentes. Claro que também há umas quantas jeitosas. Mas pronto são raras. Nem sei se chegam aos 10%.

Nota - Fãs do Tony: Linchamentos são proibidos neste blog. E não não tenho inveja do senhor. Acho-o uma curiosidade antropológica.

E vocês?
Conseguem entender o porquê deste “fenómeno Tony”? teorias?
São super hiper mega fãs dele? Têm alguém na família que goste seja? Eu tenho uma tia *shame on her*
Algo a acrescentar? Corrigir?
querem falar mal? falem!
Vá comentai.

ps: Cruz este post é para ti, que és mega fã do Tony xD

[A ouvir: Talk that shit-Chris Brown]
[Humor: Venenoso]

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Calendar December 26, 2010 17:31

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Perguntas de Fim de Semana II

E é quase 2011.
Nesta altura de passagem de ano, vêm as resoluções de ano novo.
Sabem, aquela listinha que fazemos mentalmente de coisas a fazer, a comprar, a conhecer, a experimentar. Basicamente os nossos desejos a realizar no ano que ainda não teve tempo de chegar...

Já devem ter ouvido milhentas vezes aquela famosa musica do António Variações “Muda de vida se tu não vives satisfeito, muda de vida, não queiras viver contrafeito”.
E isto na teoria é uma coisa muito linda,
É muito giro dizer-se “vou-me reinventar, vou pegar e mudar completamente de rumo. Partir ao desconhecido”, mas na prática, mudar de vida é difícil.
Tão difícil que muitas dessas promessas nunca passam disso mesmo.
E eu sei-o porque este ano que passou resolvi fazer uma mudança de rumo.
Uma mudança que me custou imenso de inicio, por não saber no que me estava a meter, mas que não consigo lamentar por me senti melhor por ter feito o que queria fazer.

A palavra de ordem é coragem.

Ter coragem para mudar de vida é o mais difícil de tudo.
Muitas pessoas não fazem mudanças nas suas vidas, deixam-se acomodar à infelicidade por medo.
Medo de confrontar as pessoas que conhecemos com a nossa mudança consciente, e de confrontar aqueles que nos são mais queridos.
Medo porque uma mudança radical de vida pode trazer muitas coisas óptimas, mas também traz muitos rompimentos.
Pessoas que se perdem, ligações que se desfazem, e ambições que cessam por já não estarem no nosso novo rumo.
Porque na altura em que dizemos que vamos mudar de vida as pessoas estão lá com o seu sorrisinho querido a dizer que nos apoiarão.
Mas só teremos a certeza de quais delas nos irão apoiar quando temos a coragem de dar o primeiro passo em direcção do desconhecido.

Isto não é um post de lamentos.
Não lamento minimamente as percas por que passei.
As pessoas desnecessárias são as primeiras a abandonar o barco.
Boa viagem.

E eu deixo as perguntas:

Qual foi a mudança mais radical que já fizeram na vossa vida?
Já fizeram muitas?
Eram capazes de largar tudo o que conhecem e partir ao desconhecido neste preciso momento?
Acham que é tão difícil mudar de vida porquê?
Já se arrependeram de alguma mudança
(radical ou não) que tenham feito?

Oh, e que tal foi o vosso natal?

Bom restinho de fim de semana.
amanhã o blog volta ao funcionamento normal.

[A ouvir: lie to me - Keri Hilson ]
[Humor: Preguiçoso]

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Calendar December 24, 2010 10:14

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All I want for christmas is...



O natal é amor.
É acordar com aquele pulsar de ansiedade dentro de nós sem explicação aparente.
é família.
É falar com aquelas pessoas com as quais nem sempre podermos falar.
é paz.
É partilha, não só material, sambem de alma, de sentimentos e de afectos.
é preguiça.
É não fazer nada porque não é necessário fazer mais do que aproveitar
é gula.
É comer as filhoses da avó e os sonhos da mãe, as rabanadas do pai e os bolos do tio.
é calma.

mas o Natal só é isso tudo se lhe atribuírem esse significado.

Talvez daí venha o significado da famosa frase "o Natal é quando o Homem quiser"

Desejo um bom natal a todos os leitores que o festejam, e ao que não o festejam, desejo um dia cheio de felicidade e amor. porque se o natal é quando o Homem quiser também o seu significado pode ser celebrado sem se celebrar efectivamente o natal.


A perguntas que vos deixo, neste caso perguntas de quadra são:
O que é que mais desejam este natal? não interessa se é sentimental ou materialmente, expressem-se.
lembram-se de qual foi a prenda que mais vos marcou até hoje?
... e a pior?
Peripécias de natal, algumas?


FELIZ: NATAL/HANNUKAH/RAMADÃO/FESTIVUS/O que quer que seja /DIA

Blog fechado para Natal


[A Ouvir: Badiu Si ... - Mayra Andrade]
[Humor : Cansado] ---------> fazer sonhos rabanadas biscoitos e bolos cansa!

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Calendar December 23, 2010 16:40

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Ai as compras de natal

O natal é uma coisa muito linda e muito maravilhosa e blablabla. E é uma óptima desculpa para nos enfiarmos num shopping horas e horas.
Oh cmon, nem me venham com coisas. As prendas de natal não se materializam, e experimentem dar um beijinho e um abraço a alguém como prenda a ver o olhar fulminante que recebem em troca.
Ou se gasta algum, ou mais vale nem dar nada.
Eu gosto de ir às compras e acho que já disse isso umas quantas vezes (curiosamente o post mais lido de sempre deste blog até é o que fala de compras xD).
Mas no natal as compras são o meu pesadelo.
É assim, é o máximo comprar para mim.
Chamem me egocêntrico, mas é verdade… Porque eu sei do que gosto e não preciso de pedir opinião ou ter em conta opiniões de fora.
Mas no natal é exactamente ao contrário.
Tenho que pensar no que cada pessoa pensará ao abrir as prendas.
E é uma maravilha dar prendas a quem se gosta e blablabla, mas se pensarmos bem, quanto mais gostamos de alguém, mais difícil é escolher uma prenda decente.
“Ah mas conheces melhor as pessoas quando gostas delas”
Pois, tá bem, mas quanto mais gostas e conheces alguém, mais medo tens de fazer figurinha triste e dar uma prenda de merdum.
Ontem –dia 22 – fui às compras.
Fiquei lá 4 horas.
Seguidas.
Entrei 5 vezes nas mesmas lojas porque não sabia o que havia de comprar às pessoas a quem fui comprar prendas.
(os 3 do costume)
Enquanto estava por lá, comecei a fazer uma espécie de sistema de fases das compras de natal, tendo por base os três factores principais. Dinheiro excitação e tempo.
Enquanto o tempo aumenta, a excitação diminui exponencialmente, e o dinheiro diminui gradualmente.
Assim sendo, consegui dividir em 7 fases:


  • Pre Shopping (stage 1) - É tudo maravilhoso. A luzes, o barulho das máquinas registadoras, as montras, as pessoas às compras, os pais natais contratados.As possibilidades são infinitas, afinal o shopping tem milhentas lojas. Vamos com uma mão cheia de esperança e outra de fantasias inocentes. O nível de dinheiro ainda é alto e achamos (tsc tsc… que ingenuidade) que à primeira vamos encontrar as coisas todas que queremos, mesmo que não tenhamos nada pré planeado.
  • O Deslumbramento da primeira compra (Stage 2) - podemos ir com uma lista de 45484654 coisas para comprar, mas mal temos na mão o primeiro saquinho de compras, tudo parece melhor. Entramos naquela ideia “se consegui encontrar isto tão rápido, vou conseguir comprar tudo num ápice”.
  • O deslumbramento das montras (stage 3) – ainda estamos há pouco tempo (relativamente) no shopping, então as montras e as luzes e as decorações de natal e o escambau chamam mais a atenção. Ainda temos muito dinheiro no bolso (dentro dos limites do orçamento) por isso ainda há muito para ver e muitas possibilidades.
  • O despertar da consciência comprológica (stage 4)– O deslumbramento chega ao fim. Lentamente começamos a aperceber-nos que estamos a ficar com menos dinheiro. E menos dinheiro implica menos opção de escolha. A adrenalina inicial já foi pró espaço. Já não é mal pensado querer ir o mais cedo possível para casa.
  • A lenta e sólida Saturação (stage 5) – As compras já pesam mais que a carteira, que progressivamente se esvazia, E ainda falta uma data de coisas. Há imensas lojas, e as montras começam a parecer enjoativas. Os instintos homicidas começam a despontar e a vontade de ir pra casa aumenta...
  • O desespero súbito (stage 6) –MONTRAS! MAIS MONTRAS! DEMASIADAS MONTRAS! O nosso cérebro deixa de conseguir processar tanta informação, e começamos a ver aquilo tudo como um borrão de luzes e gritinhos histéricos. Ainda nos falta a prenda para aquela pessoa mais difícil (para não dizer caprichosamente complicada) e o instinto já nos diz que vamos morrer antes de encontrar uma prenda que não produza um franzir de expressão.
  • A Overdose (stage 7) –Entram na 1ª loja e compram a primeira coisa a que acham graça. Estão completamente nas tintas para se a pessoa chata e extremamente esquisita vai gostar ou não, querem é ir para casa. Saem de lá falidos e carregados que nem uns burros e provavelmente com aversão a shoppings para umas quantas semanas.
Todos os anos isto acontece.
E todos os anos chego à fase 6.
Sim porque só me farto de shoppings depois dos saldos.
Sou uma pessoa com bons timings.

E vocês?
Passam por estas fases nas compras de natal?
Já compraram as prendas todas este natal?
Qual foi a pior prenda que já vos deram até hoje?
E a melhor?
Têm muitas pessoas extremamente difíceis de presentear (mais por serem esquisitas do que por gostarem muito delas?)?

Amanhã devo postar qqr coisa ou deixar agendado… mas senão for o caso:
FELIZ NATAL a todos os leitores. Que passem uns dias bons e com muitas gulodices e união e assim.


Nota não relacionada com o texto: Eu bem gostaria de vos ter respondido aos comentários, e ir ler os blogs do costume.
Mas a minha net tem andado nojenta esta ultima semana.
Tipo de cair a cada dois minutos. Ou menos.
Fiz 3 chamadas à sapo. Numa delas Tive 22 minutos de conversa extremamente interessante com o senhor técnico da sapo. Acabo de desligar a merda da chamada e a net volta exactamente ao mesmo. A sorte é que faço os posts no Word, e depois é só colar e publicar. Por isso, não se sintam negligenciados. A culpa é do SAPO.
Bela prenda de natal Huh?
Por agora para alem de a net não estar boa, é natal, e não vou andar a comentar e a ler as coisas como deve ser, e compreendo que não me leiam nem comentem com tanta atenção

[A ouvir : Nada]
[Humor: Natalício]

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Calendar December 22, 2010 13:21

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A árvore da Jessica - Desafio de Natal

Como a Jessica é uma querida, resolveu alinhar aqui no desafio de natal de mostrar a árvore de natal dela.
Pelos vistos é a única leitora que monta a árvore xD
Dêem uma olhadela carregando na miniatura abaixo que vale a pena (o twitpic mostra umas miniaturas ranhosas, mas a foto em si tá bem melhor).

Quem ainda estiver interessado em participar no desafio pode sempre fazer como a Jessica e deixar um comment com um link para uma foto da dita cuja.

E já que vão dar uma vista de olhos à arvore dela, leiam o blog dela aqui

A minha árvore :3 on Twitpic

Ai Jessica, só uma coisa, a tua Maria deve ter problemas em sentar-se, com o tamanho do menino jesus que pariu deve ter ficado com a Bacia num fanico xD

[A ouvir: Better in time - Leona Lewis]
[Humor: Cansado]

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Calendar December 21, 2010 10:11

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Atitudes modernas - pt.IV

O que é bonito, é ser-se sensível. E solidário.
É uma ideia que passa muito hoje em dia.
E eu acho a ideia muito bonita.
Não fosse um pequeno pormenor.
Nem toda a gente é sensível… e muito menos solidária.
Ser-se sensível agora é um must, é bonito dizer que se chora nos filmes dramáticos, que se sente pena dos pobrezinhos, e que se passa mal os dias a pensar nos mineiros chilenos ou numa qualquer desgraça que passe incessantemente na tv na actualidade.
O que passa na cabeça de… vá 85% da população mundial quando vê uma tragédia qualquer na TV, tipo o sismo no Haiti, ou ainda mais recentemente o tornado em Tomar (aqui em Portugal), é algo do género “Coitados pah, que azar o deles… mas ainda bem que não foi aqui”, e depois voltam à vidinha deles. Eu faço parte desses 85%.
Oh, sim, olhem para mim de lado.
“O Ricardo é uma pessoa horrível”
Nem vejo aonde está aí a maldade, é perfeitamente normal não se sentir as coisas se não nos acontecerem a nós. Eu não gosto de que aconteçam desgraças aos outros, mas muito sinceramente não me ponho a chorar feito uma Maria Madalena cheio de pena de pessoas que não conheço. Nem me cabe na cabeça que haja muita gente que o faça.

Sei que há pelo mundo pessoas que realmente se importam muito com o bem-estar dos outros, tanto ou mais do que o dos seus entes queridos e de si mesmo, mas não é o meu caso e nem seria hipócrita em dizer que agora vou dormir pior porque a ajuda de berço está em riscos de fechar.
Tenho alguma pena e até um sentimento de empatia instintivo com quem está a sofrer, mas a não ser que me seja próximo, não me verão a dramatizar nada.

Um bom exemplo de como ser sensível “vende” são os programas da manhã – os famosos programas das velhotas – em que vão para lá pessoas com historias de vida muito dramáticas, muito tristes e infelizes, e que passam meia hora a vomitar tudo cá para fora.
E os apresentadores acabam por fazer o papel de quem se importa imenso, e de quem constrói uma ligação com a pessoa, só por ela estar em sofrimento.
Não é por nada, a empatia e a cumplicidade até se compreende que se crie, mas começar a chorar porque o filho da dona Arminda lhe deu com um tacho na cara é chorar lágrimas de crocodilo, principalmente porque toda a gente sabe que os apresentadores se estão positivamente cagando para a vida infeliz da Dona Arminda mal acaba o programa, e que só voltam a pensar nela se as audiências justificarem.

A Fátima Lopes é o exemplo perfeito de uma pessoa pseudo sensível (a quem eu tenho uma espécie de birra inexplicável.)

Quem fala em Pessoas sensíveis e preocupadas com o próximo, faz logo a associação de pessoas caridosas.

O que está na moda é apoiar uma causa. Ser solidário/caridoso.
Sim, o que importa hoje em dia, é as pessoas mostrarem que se preocupam.
O que interessa é que as outras pessoas saibam o quão altruístas somos, e que nos importamos com a desgraça alheia, e que estamos lá para fazer um esforço quando alguém precisa de ajuda num momento de dificuldade.
Não precisam de dar a mínima para os problemas dos outros desde que apoiem boas causas.
Fica bem.
Estes últimos… 4(?) anos a Modalfa (cadeia de lojas de vestuário portuguesa, para quem não conhecer) lançou uma campanha em que vende uns cachecóis por cinco euros, e 2 euros revertem para… acho que é a APAV (associação Portuguesa de apoio à vitima).
E a Modalfa fica logo com uma outra imagem, porque é bonito ver uma grande marca apoiar uma causa.
Ninguém parece reparar que os cachecóis (que custam para aí 1 € de fabrico) são vendidos a 5 e que a modalfa fica com mais de metade.
O que importa é que vai algum para a caridade.
Eu compro sempre um ou dois cachecóis.
Mas é porque gosto de cachecóis.
Ninguém me garante que eles dão mesmo os 2€ ou se é só fogo de vista.

Isto porque ser solidário/caridoso está tão na moda como os cupcakes.

E isto irrita-me porque se perde muito a noção de verdadeira solidariedade.

Hoje em dia não se faz caridade, faz-se autopromoção.
Em vez de pagarmos por campanhas publicitárias para manter a imagem, vamos a um grande evento de caridade.
E vá de publicitar, assim é que é bonito.
O que é bom é verem-nos a ajudar o próximo, em vez de fazermos doações anónimas, ou ajudarmos sem dizer a ninguém, porque afinal a caridade é uma actividade egoísta.
Passo a explicar.
Há pessoas que a dada altura se sentem mal consigo mesmos, a consciência pesa por não serem tão boas pessoas como gostariam.
Então pegam e fazem caridade.
É simples.
Dão a cara por uma causa, contribuem com dinheiro, fazem voluntariado, you name it.
Por mais que me digam que é pelo bem do próximo, vejo a maioria da caridade como um xanax para a consciência pesada.
Faz-se quando temos a consciência mais pesada, para aliviar a sensação de egocentrismo e de indiferença ao próximo.
Depois podemos voltar a cometer excessos, afinal já fizemos uma boa acção, não é?

A maior prova disso, é que toda a gente vira incrivelmente solidária na altura das festas Natalícias, e eu não engulo a do “Ah é porque é natal e toda a gente merece um natal desafogado” Isso é uma grande treta.
As pessoas preocupam-se mais no natal porque gastam mais dinheiro e a consciência pesa mais. Se cerca de 50% destas pessoas extremamente benevolentes no natal se lembrasse dos pobres no restante do ano, tínhamos muito menos pessoas na miséria, sim porque as pessoas carentes estão carentes o ano todo.
Não é só no natal.
Digo eu.

A verdadeira solidariedade para mim, é fazer o bem por outra pessoa sem se importar em mostrar que o fez ou sem ter o sentimento de cobrança (sim porque também há quem a faça por mesquinhez para aparecer e para fazer boa figura).

No fim de contas temos que ser realistas, nem toda a gente nasceu com uma índole sensível, e nem toda a gente tem capacidade de o ser sem forçar nada.
Eu sou sensível quando toca às pessoas mais próximas e chega.
Não tenho índole de madre Teresa de Calcutá. Posso ficar com uma certa pena, mas não será nada que me afecte a vida, e nem vou fazer espectáculo para impressionar as outras pessoas.

E vocês?
Pessoas sensíveis, conhecem muitas? E pseudo sensíveis?
Notam estas “ondas” de solidariedade?
Já fizeram muitas vezes caridade?
Consideram-se sensíveis? E solidários?
Concordam? Discordam?
Comentem!Leiam!Subscrevam!

PS: eu sei que tenho que responder aos comments todos do fim de semana. mas não me esqueci.

[A Ouvir: Beautiful Heartache - Shapeshifters]
[Humor: Inspirado ]

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Calendar December 20, 2010 12:06

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Ricardo o Furacão

Para quem já viu os ídolos, há lá duas candidatas, a Sandra e a Carolina (Sandra FTW) que são apelidadas de furacões.

Eu também sou um furacão porra! (daí o título do post)

... Quer dizer, não é um furacão musical
… Nem um furacão de palco
… É mais daqueles furacões de levar tudo atrás, sabem o género?

Há pessoas que atraem dinheiro, pessoas que atraem “amorz”. Eu pelos vistos - já não bastava atrair pessoas doidas – atraio acidentes.
Os acidentes e eu somos unha com carne.
Não acreditam?
Leiam estes exemplos.
Todos verídicos.
Exemplo 1:
Cenário: bar da escola secundária.
Acção pretendida: vestir a camisola mais quente que tinha na mala.
Ordem de acontecimentos:
Ao vestir a camisola, prendi o cabelo na etiqueta, e andei de um lado para o outro tipo zombie de barcos abertos e manguinhas enfiadas, mas com a cabeça dentro da blusa. Quando dou por ela a minha mão embate algures, e oiço um “plim” uns segundos depois.
Resultado: Lambada na cara da empregada que estava a passar atrás de mim, seguido de um “OHMEUDEUSEUNÃOAVI!AISALTOULHEOBRINCO!EUAJUDOAAPANHAROLIXO”.
Sim, eu dei pancada numa empregada de cafeteria e arranquei-lhe o brinco. E suspeito que ela até gostou xD.

Exemplo 2:
Cenário: Sala de Estar do Ricardo.
Acção Pretendida: Fechar a porta do armário.
Ordem de acontecimentos:
*O Ricardo olha para o armário dos copos de cristal, e repara que está mal fechado*
*O Ricardo pensa que a porta está mal fechada e esquece-se que foi o pai a montar o armário, e por isso está torto*
*O Ricardo fecha a porta muito ao de leve*
Resultado: O Ricardo vê os 150 copos de cristal a desmoronarem-se, as prateleiras de vidro a quebrarem-se ao meio… mas a porta ficou mesmo bem fechadinha, porque nem um caco saiu de lá de dentro.

Exemplo 3:
Cenário: Quarto do Ricardo.
Acção pretendida: limpar CDS com álcool.
Ordem de acontecimentos:
Eu sou uma alminha que gosta imenso de velas. E de vez em quando acendo uma no quarto. Um dia durante as limpezas, lembrei-me de ir limpar os CDS que tinha escritos a caneta de acetato, com álcool. Por algum motivo estranho, uma gota de álcool saltou do pano. E o pano pegou fogo.
Resultado: O Ricardo aos gritos a saltar em cima de um pano a arder, com o braço todo queimado (sorte a minha que não fico com cicatrizes com facilidade).

Exemplo 4 (último):
Cenário: parque de actividades radicais, percurso de canoagem
Acção pretendida: fazer o percurso basicamente ao mesmo tempo dos meus amigos.
Ordem dos acontecimentos:
Para começar, fizeram-me fazer par com uma bimba(de atitude) qualquer que eu não conhecia, chamada… acho que era Neusa, mas eu sempre a chamei de Creusa, porque tinha cara de Creusa. Ora bem, eu dizia para ela remar para a esquerda, ela remava para a direita. Escusado será dizer que andámos às voltas pelo riacho. O Riacho dava para um esgoto, não era esgoto de sanitas e assim, mas era um esgoto.
Resultado: O Ricardo a querer espancar a “Creusa” porque o raio da miúda viu uma ratazana e em vez de a enxotar, a chamou para cima da canoa...PORQUE A ACHOU GIRA! Acabámos por virar a canoa e ficar todos cagados.

Da minha - grande - lista de “êxitos” ainda constam o desmoronamento da torre de ferrero rocher no Modelo, a queimadura com o ferro porque ia a passar ao pé e estiquei o braço, um halloween com uma marca enorme na testa porque me lembrei de ir andar de patins em linha para ao pé do estendal da minha avó, aquela vez que fui contra uma rapariga sem querer, despoletando-lhe um ataque epiléptico, e umas calças rasgadas da ultima vez que andei de burrinho.

Podem-me dizer “Ah isso é por seres um cabeça no ar”. Mas a sério que não é.
Eu sou uma pessoa aérea muitas vezes, mas mesmo quando estou concentrado, acontecem-me estas peripécias todas. Acho que isso é um gene qualquer, ou uma mutação genética. Ou qualquer coisa no meio.

Podia-me dar para pior e ser “tóxico independente”, mas não, tenho a coordenação motora de uma rã com distrofia muscular e a atracção de catástrofes maior que um gato preto a passar por baixo de uma escada depois de partir um espelho numa qualquer sexta-feira 13.

Agora a parte bonita.
Depois de acontecerem estas coisas, a minha primeira reacção –quando não é um ataque de panicanço - é desatar às gargalhadas.
E geralmente, quanto mais pessoas estão a olhar, mais eu me rio. como quando fui comprar feijão preto ao take away, e derramei meio quilo de feijão a escaldar em pleno agosto numa blusa branca. e quase que morri de vergonha... e de riso xD.

E vocês?
São muito desastrados, como eu?
Se sim, encaram a vida com optimismo, ou com derrotismo, visto estarem sempre a fazer trapalhada? Eu sou um optimista, se pensarmos sempre no pior, ele acontece.
Quais foram os acidentes mais memoráveis que vos aconteceram?
E a maior vergonha? (nunca mais me esqueço quando me enganei na tenda e entro numa tenda com uma data de raparigas a vestirem-se e a olhar para mim tipo "baza tarado" xD)
Qual é a reacção que costumam ter depois de vos acontecer um acidente?
comentai, lei, subscrevei.

[A ouvir: Mad World -Adam Lambert]
[Humor: Doido]

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Calendar December 18, 2010 19:31

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Perguntas de Fim de Semana I

É incrível como a Natasha Bedingfield me consegue por sempre a pensar sem me pôr deprimido.

Como aos fins de semana a actividade blogosférica diminui, resolvi inaugurar um espaço: a perguntinha de fim de semana. em vez de me por com grandes testamentos ponho uma pergunta só (ou duas a fazerem uma e por aí).

pegando na letra desta bela música: O que têm chega-vos para serem felizes, ou querem sempre algo mais? Do que é que precisam para serem felizes?

Bom resto de fim de semana.
O meu está a ser óptimo.

[A ouvir:Weightless -Natasha Bedinfield]
[Humor: Extático]

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Calendar December 17, 2010 17:37

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Graus de Saturação

Não sei se já alguma vez vos aconteceu terem uma overdose de alguém.
Já me aconteceu algumas vezes.

Quando X nos diz olá e nós nos imaginamos a espancá-lo com um taco de basebol. Ou quando damos por nós a pensar que o riso do X é nocivo aos ouvidos. Ou quando qualquer coisa que ele faça nos dê vontade de nos lavarmos com lixívia e mudar de cidade a correr.
E se já passaram por isso, aposto que vos passou pela cabeça “mas o X não me fez nada, sou uma pessoa horrível pah” ou alguma coisa do género.

Não, vocês não são pessoas horríveis (excepto tu… sim tu aí com o poster do leão marinho pornográfico na parede. Tu és uma pessoa horrível)
Até podem reparar que isso não é (na maioria dos casos) permanente.
É um processo muito simples.

Isto acontece porque cada pessoa tem um grau de saturação específico para cada interveniente na sua vida social.
O grau de saturação representa a facilidade com que nos enchemos de uma pessoa.
É quase como as afinidades, mas de uma forma proporcionalmente inversa.
Com isto quero dizer que não temos necessariamente que nos dar bem com alguém para termos um baixo grau de saturação por essa pessoa.
Às vezes toleramos melhor pessoas mais afastadas que os amigos mais próximos.
  1. Quase todas as relações têm um prazo de validade. O que determina isso é o grau de saturação. Quanto menor for, mais dura a relação.
  2. Os graus de saturação funcionam para QUALQUER tipo de relacionamento. Não interessa se é amizade, romance, relação profissional, ou o que quer que vos ocorra. Todos esses relacionamentos existem ,aliás, por termos um menor ou maior grau de saturação a essas pessoas.
  3. O grau de saturação é desenvolvido pelas várias interacções sociais. Desde as conversas, até aos cumprimentos, passando pela linguagem corporal. Todos nós vamos absorvendo esses detalhes para calcular com cada vez mais precisão o grau de saturação de determinada pessoa.
  4. O grau de saturação que atribuímos a cada pessoa é feito da mesma maneira que como escolhemos a nossa cor favorita. embora tenha em conta as nossas vivências, mas podemos ter uma maior apetência para uma coisa do que para a outra. Eu, como já vos disse nuns posts atrás tenho aquela estranha tendência de atrair pessoas doidas, e acho que isso me valeu um menor grau de saturação às pessoas no geral. Sou muito mais tolerante do que deveria ser com desconhecidos, por exemplo.
  5. O grau de saturação não tem nada a ver com a quantidade de convívio, mas pode ser alterado por convívio excessivo. Embora possa dar essa impressão, se tivermos um Maior grau de saturação por alguém, por mais tempo que passemos com essa pessoa não nos vamos passar a dar bem magicamente. A não ser que haja daqueles “bolinhos mágicos” à mistura. Curiosamente o contrário acontece muito facilmente. Podemos ter uma grande tolerância a alguém (um menor grau de saturação portanto), mas por convivermos muito com essa pessoa “enjoamos”. É o mesmo que eu agora comer chocapic 3 meses seguidos. Por muito que goste de chocapic, ao fim do 1º mês já nem o cheiro suporto.

Depois temos todos os graus de saturação já predefinidos.
Ora vejamos o exemplo base disso.
Somos todos programados geneticamente para ter um grau de saturação menor para os pais, até atingirmos a maturidade emocional suficiente para reivindicarmos a nossa independência (claro que não estou a contar com a aborrecência, aquela fase em que se odeia o mundo e em que o mundo nos odeia completamente) porque é assim que tem que ser.

Eu tenho:
Grau de Saturação menor (maior tolerância portanto) a:
  • Pessoas espampanantes- Não sei explicar porquê, mas dou-me bem com pessoas assim, exageradas e divertidas. Demoro mais tempo que o normal a cansar-me delas.
  • Pessoas aventureiras – fascinam-me. Não me consigo cansar delas
  • Pessoas ácidas – Eu sou uma pessoa ácida. Falo fluentemente sarcasmês e não dispenso a minha ironia cruel para temperar as conversas, só é natural que goste de pessoas como eu.
Grau de Saturação maior (menor tolerância portanto) a:
  • Pessoas burras – não suporto pessoas lesadas que não entendem um sarcasmo ou uma ironia óbvias. Começo rapidamente a ficar irritado com elas, mesmo que as tenha acabado de conhecer.
  • Pessoas aldrabonas – As pessoas aldrabonas perdem um bocadinho a noção de quando estão a dizer coisas ridículas, e pensam que somos sempre idiotas ao ponto de “comprar” tudo o que nos dizem.
  • Pessoas Boazinhas – Já disse porquê aqui, leiam se quiserem saber mais.
  • Pessoas demasiado inseguras – Ok, não é por mal. Não odeio pessoas inseguras. Mas começo a saturar-me delas num ápice. Nunca percebi muito bem porquê. É aquela mistura dos pedidos constantes por atenção e o coitadismo incorporado. Irrita-me e pronto
Os graus de saturação são tão necessários como as alergias. Embora seja muito bonita a ideia de um mundo em paz, o ser humano é intrinsecamente conflituoso e isso não vai existir nunca. Por isso mais vale sabermos bem as pessoas com quem nos damos mesmo bem e as com que nos damos pior.

E vocês?
Já alguma vez tiveram uma overdose de alguém?
O que fizeram?
Digam-me, quais os vossos graus de saturação maior e menor. Usem os meus como exemplo.
Leiam, comentem, subscrevam!

[A Ouvir: I'll Call ya -Chris Brown]
[Humor: Venenoso]

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