Calendar November 24, 2010 13:19

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Ossos do Ofício...

Toda a gente chega a um ponto em que pensa “vou fazer isto ou aquilo da vida”.
Aqui o Snoopy pelos vistos decidiu ser um cão.

Seja ir para a Berma da estrada com uma saia tigresse e a pastilha na boca, tirar um bacharelato em química orgânica, ou fazer dobragens de filmes de animação infantil, toda a gente acaba por escolher uma profissão.

E somos incentivados a isso desde pequenos com o “o que é que queres ser quando fores grande?” e com os passeios ao trabalho dos pais onde nos deixam brincar aos empregos… o que interessa é que um dos picos da maturidade é arranjar um emprego, para sermos alguém.

Hoje em dia no entanto embora longe de acabada essa tendência está simplesmente a alterar-se. Já vi casos em que é preferível ter um canudo completamente obsoleto ( e por mais que custe a muito boa gente, existem cursos completamente inúteis por este mundo a fora) do que arranjar um trabalho. Mas de qualquer maneira teos que seguir um rumo., e muitas vezes essas pressões até levam as pessoas a seguir rumos que não as satisfazem, só para agradar a família, o namorado, o cão o gato ou o periquito...

Independentemente de se tirar ou não um curso (que neste caso era só um exemplo e não o tema), eventualmente acabamos por ter que arranjar um ocupação, de entrarmos no mundo profissional... E pelos vistos na escola da vida e na escola mesmo esquecem-se de nos ensinar uma coisa importante.
Há uma espécie de cláusula contractual para todo e qualquer tipo de profissão.
Há os requisitos mínimos, e depois há aquilo que nos fará ter mais ou menos sucesso na profissão:
  • Um Politico não pode exercer sem saber mentir- vá, processa-me Sócrates, vou usar o teu nome como exemplo, mas nem é por nada. Se não souberem mentir não avançam na carreira, porque o politico honesto acaba por dizer que embora não possa prometer nada, vai tentar o seu melhor. E o povo infelizmente prefere ouvir promessas como o nosso primeiro ministro fez. Sem promessas não há sucesso politico. E sem capacidade de mentira, não há promessas.
  • Um dentista não pode ter os dentes em mau estado- Oh pelo amor de Deus, os dentistas são médicos dos dentes, e andam a estudar muito e blablabla… mas (e já me aconteceu) entrar no gabinete de um dentista com halitose e dentes estragados tira logo a vontadinha de lá voltar.
  • Um nutricionista não pode ser gordo- vamos ao básico. Vamos a um nutricionista para perder peso, ou pelo menos manter não é? Se nos aparece um senhor estilo pai natal, por mais simpático que seja há sempre aquele pé atrás... porque devia dar o exemplo... digo eu.
Estes são só alguns exemplos, que dão bem para perceber a ideia.

Ainda no tema de profissões… No outro dia enquanto estava a ver uma reportagem sobre pessoas que trabalham no esgoto na TV, pus me a pensar que empregos de snho são giros, mas ainda mais giros são os empregos que nunca nos imaginamos a fazer.... peguei nessa ideia e aqui estão os meus 5 empregos que não hei de fazer por muito mal que isto ande... muito provavelmente por não ter jeitinho nenhum, Nada contra quem os faz ou fez .
  1. Cobaia de testes- isto não é oficialmente uma profissão, mas há quem ganhe a vida a fazê-lo. Quando compram um After shave hipo alérgico, ou um protector solar para peles sensíveis, eles não vem directos da fábrica mal a ideia nasce. Muitos são testados em animais, outros podem nem ser, mas quando se trata quer de cosméticos quer de medicamentos, há quase sempre teste em seres humanos. As pessoas vão á fabrica, dão uma lista de alergias, e experimentam durante um período de tempo o produto. Claro que isto é feito numa fase em que não há grande perigo de algo dar pró torto. Mas as cobaias são para garantir que nada dá pró torto.
  2. Dobrador de Porno – (para quem não sabe dobragem ou em brasileiro “Dublagem” é emprestar a voz para filmes séries e bonecos animados) Ok, é assim há os bonecos animados normais, há os filmes de animação, há as dobragens de filmes e séries estrangeiras… e depois há a dobragem porno. E aposto com qualquer pessoa que queira testar, que mal fosse altura de começar a dizer “oooh, aaah, sim” entre outras frases nada family friendly eu me partia a rir. Vamos ser muito honestos é completamente deprimente estar trancado numa salinha, com um micro e uns fones a olhar para duas pessoas…. Ou mais, a fazer o treco lareco, enquanto nós ficamos ali sentados a… gemer? Isto sem falar nas dobragens de hentais (que são basicamente porno de bonecos, a coisa mais idiota que já vi na minha vida. Tão sexy como uma búfala a dar á luz), que ainda deve ser mais idiota xD.
  3. Pessoa da audiência -Quem é que já viu os programas da Tarde, das manhãs ou alguma coisa estilo Oprah? Bem, a plateia é geralmente contratada, e depois há mesmo os que se tornam “assistentes” regulares, por isso considero isto uma profissão. A vida de pessoa da audiência é uma seca. Basicamente está uma pessoa ao lado das câmaras sem ser nunca vista em casa, e essa pessoa diz-nos quando bater palmas, quando nos calarmos, e suspeito que nos mandam fazer cara séria triste ou feliz de acordo com o tema abordado.
  4. Mágico ou palhaço de festas- Eu adoro crianças, a sério que adoro. Mas já reparei que sempre que há um mágico ou um palhaço pelo meio, a festa acaba sempre em lágrimas, e muitas vezes nem são das criancinhas. É uma espécie de massacre colorido barulhento e pegajoso (crianças+ festas de ano = demasiado açúcar e crianças peganhentas)
  5. Phone Hookers (expressão By Joana) – Conhecem o termo Phone sex? Como o nome indica é sexo por telefone. Ridículo, i Know. E há empresas que são especializadas nisso, as linhas eróticas. Tive uma perspectiva maior dessa “profissão” quando vi o Filme “Valentines Day”, onde a Anne Hathaway (adoro-a xD) interpreta o papel duma rapariga que trabalha para uma dessas empresas. O trabalho não é nada sexual, e nem me faz impressão por isso, só que é incómodo. Assinam o contrato com a empresa e o vosso telefone não para de tocar. E depois tem conversas badalhocas ao telefone. O que deve ser um gozo honestamente, porque mete sempre aquelas perguntas “como é que és” e “o que tens vestido” que pedem tipo implicitamente para aldrabar um bocadinho... xD
E vocês? têm alguma profissão que nunca se achariam capazes de fazer? ou talvez uma listinha? porque não se vêm a fazer tais trabalhos?
tem um emprego de sonho? e algum rumo que já vos tenham tentado impingir?
da lista de cláusulas contratuais... alguma sugestão a acrescentar?
Comentem, subscrevam, leiam, comam chocolate. acima de tudo aproveitem a greve xD.

[A ouvir: Bought & Sold - Belleruche]
[Humor: Curioso]

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Calendar November 23, 2010 11:04

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Vidas de sonho? temos todos

“Ai a/o X tem uma vida de sonho”
Esta expressão sempre me confundiu muito.
Obviamente que entendo o que as pessoas querem dizer com isso, que se referem a vidas cheias de realizações… Pessoais, profissionais, familiares (uma pessoa pode ser realizada a nível pessoal, mas não o ser familiarmente. Duas coisas diferentes), Materiais, é só escolher.
Quando eu oiço essa famosa frase, o primeiro pensamento que me ocorre desde que me lembro é:
Temos todos uma vida de sonho.
Confusos?
Não sei porquê.
Se pensarmos bem o que é que nos move? O que nos mantém vivos? O que é o combustível do ser Humano?
O sonho.
Não falo obviamente de sonho como “conjunto de ideias e de imagens que perpassam o espírito durante o sono“ nem como “fantasias(embora haja quem viva preso a fantasias, mas isso seria tema para um post por si só)
Já dizia António Gedeão que “O sonho comanda a vida", e acho que é das frases que mais sentido fez para mim desde sempre.
Nós vivemos por causa dos sonhos. Das aspirações.
Somos formados da cabeça aos pés por sonhos, ambições e medos.
Sonhamos com o dia em que compramos uma casa nossa, e consequentemente com o dia em que conquistamos independência.
Sonhamos com o nosso primeiro emprego a sério, com aquilo em que vamos gastar o 1º ordenado.
Sonhamos com amor. Sonhamos com O amor.
Não interessa se é um sonho material, emocional ou do que quer que seja, eles estão lá.

E também lá estão os nossos medos, que nos movem e influenciam.
Como penso nas ambições como sonhos, é mais que normal que aos medos e receios associe os pesadelos.
Medo de sermos esquecidos.
Medo de perder tudo.
Medo de não ter o que perder….
Os Sonhos e os Pesadelos dividem-se em três grupos:
  1. Os sonhos /Pesadelos Irracionais, que embora tenhamos noção que não seja possível tornarem-se reais, não deixam de nos ocupar os pensamentos de uma forma quase sistemática.
  2. Os sonhos/pesadelos passageiros, que mudam de tempos a tempos. Podem ser as resoluções de ano novo por exemplo que são sonhos que temos, mas eventualmente nem são assim tão importantes quanto isso e acabam por ser postas de lado para dar lugar a novas ambições. Sei lá, pode ir de uma coisa simples como um croissant com chocolate, até algo mais profundo como inscrever-se no banco nacional de dadores de sangue (inscrevam-se BTW que há quem precise. Eu este ano tenho que ir dar sangue, que fique aqui registado)
  3. Os sonhos/pesadelos de Vida ou Fixos, que são os que ficam a nossa vida toda no fundo da nossa cabeça, e para os quais nunca sabemos se estamos efectivamente preparados até estarmos face a face com a sua hipótese de realização.

E a nossa vida é feita exactamente disso.
De sonhos que nos movem para os alcançarmos, e pesadelos que nos fazem avançar para nos afastarmos deles.
A partir do momento em que atingimos um sonho, um novo sonho nasce no seu lugar, para nos permitir avançar.
A partir do momento em que deixamos de sonhar, deixamos de viver.
Tenho para mim que os sonhos são de tal forma importantes que deve ser a falta de sonhos (não interessa de que tipo) que causa a morte natural das pessoas, começando a matá-las por dentro, psicologicamente, e acabando por cessar as funções dos órgãos.

Por isso vos digo: Sonhem muito.

Qual é a importância que dão aos sonhos?
Qual é o vosso maior sonho de vida? Um relacionamento bonito, uma casa magnifica, dinheiro? Alguma coisa específica seria mais giro, “felicidade” e “saúde” é muito giro, mas são mais necessidades que desejos.
E qual é o vosso maior medo?
Qual é o vosso sonho Irracional que mais vos marcou? Acreditar em magia? Ter medo de entrar em combustão espontânea?
O que acham mais que é influenciado pelos sonhos e medos, para alem do sugerido no texto?

[A ouvir: Bum Like You-Robyn]
[Humor: Confiante]

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Calendar November 22, 2010 17:44

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Conheçam as personagens, saibam do Twitter e aceitem o Desafio

Bem, eu geralmente não faço dois posts no mesmo dia, mas hoje apeteceu-me.

Para começar, tinha um twitter há uns séculos inactivo (a ultima vez que o usei foi em Janeiro de 2009) hoje peguei, e reciclei-o. apaguei todos os tweets e associei-o ao blog. quem tiver twitter e quiser associar-se pode carregar ali no passarinho por cima do menu.

No principio deste mês, caso não se lembrem comecei um Webcomic. podem ver aqui a 1ª "tira".
Disse que ia depois apresentar-vos as personagens, mas os temas foram divergindo e nunca mais me lembrei de o fazer decentemente.
O webcomic foi começado mesmo por diversão, como uma forma divertida de critica social...mas é claro que é melhor se vocês gostarem do que vêm.
Antes de lerem, as fichinhas, deixo-vos um desafio, dois, aliás. Sugiram-me:
  1. nomes para a vaca e para a Morsa, nomes que achem graça, que achem que ficam bem.
  2. um tema para a próxima tirinha.

Pois bem, aqui estão elas.

Nome conhecido: Vaca zarolha
Gostos: Asfixia Auto-erótica, Sarcasmo, corpetes, música deprimente, fadas e espiritismo (diz que consegue falar com o além através de uma técnica que envolve ovos estrelados e um fio de cobre), cantar (nunca ninguém lhe disse que só sabe mugir)maquilhagem.
Bio: Sempre viveu na quinta da Dona Clotilde, até ao dia em que ao ruminar uma Vogue temática de halloween que ficou obcecada com corpetes. não se consciencializa que é uma vaca e pesa meia tonelada, e roubou um corpete ortopédico da Dona e fugiu depois de descobrir que o seu inevitável destino era acabar transformada em Bifes de Novilho numa prateleira do talho.
Fez um corte de cabelo emo e fugiu da quinta onde , vivendo agora num apartamento arrendado a meias com a sua amiga Morsa.


Nome conhecido: Morsa Daltónica
Gostos: Famosos, purpurinas, Justin Bieber, Hello Kitty, brilhantes e bijouteria
Bio: Há uns anos houve um escândalo num parque zoológico marinho. um dos tratadores mantinha relações amorosas com uma das morsas em cativeiro. a Morsa Daltónica é o resultante do cruzamento dessa morsa e do tratador do zoo marinho e por isso nunca se integrou no meio das outras morsas e é meio anti-social. é viciada na hello kitty... e em tiaras... e em tudo o que seja brilhante. É daltonica e não sabe conjugar as cores da roupa e foi presa uma vez por invadir a casa do Bill dos tokio hotel e lhe ir cheirar as cuecas
tem um desvio de personalidade e é extremamente crédula. tem tendência a"abrilhantar as coisas" e quando ouve a hélice de um helicoptero começa a gritar "cenouras cozidas com mel" e a bater na testa. nunca consegue concentrar-se por muito tempo numa conversa.


E a nova "aquisição". tava a ouvir uma música da Ke$ha e pensei "era engraçado uma ovelha com face paint fluorescente". e depois vi um videoclip da Gwen stefani daqueles da fase em que ela andava com aquelas 4 japonesas, as Harajuku Girls... misturam isso tudo e têm:


Nome Conhecido: $heepah
Gostos: Party! Discotecas, drogas, cerveja, dar nas vistas, popularidade, acessórios.
Bio: é prima em 45º grau da Ovelha Dolly, e isso é que a catapultou para a fama. teve uma epifania quando um dia por engano o filho do pastor lhe meteu LSD no bebedouroas outras primas morreram todas de overdose mas ela sobreviveu. tem meio milhão de amigos no facebook e já apareceu em filmes independentes umas quantas vezes. ficou famosa com uma sextape que foi parar à internet, e já tem uma água de colonia, lançou um cd em parceria com a Ke$ha e tem um salão onde dá aulas de hip hop e danças do varão. Gosta de invadir festas e de destruir quartos de hotel. é irreverente e é o ídolo da Morsa. é cleptomaníaca, e odeia a Lady Gaga (já lhe vandalizou o carro).





[A ouvir: The Foreign exchange-Maybe She'll dream of me]
[Humor: Criativo]

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Calendar November 22, 2010 06:50

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O efeito Câmara

Ando há uma semana com isto entalado na cabeça, só porque me faltava a fagulha que acendesse a labareda de palavras.
E hoje depois de ver os ídolos, enquanto escrevia a minha review (*), ganhei uma data de fagulhas.
Bem, eu nunca achei graça nenhuma a reality TV.
Admito que sou capaz de ter visto um ou dois assim muito por alto (excluindo claro o 1º Big Brother. Esse toda a gente quase viu) mas nada de por aí alem.
E continuo a pensar – como já disse há uns bons meses (faz amanhã um ano) aqui - que a maioria da reality TV é trash TV (nada contra quem vê. Cada um faz o que lhe der mais gozo, é como comer caracóis. Pode ser muito bom, mas tal coisa não entra na minha boca. Só a ideia dá-me “gómitos e tanturas”).
O principal motivo pelo qual não vejo é mesmo o motivo do post.

É assim, vamos dar um exemplo.

Eu agora inscrevia-me nos ídolos, mandava a smszinha (aliás eu mandei, mas não fui porque tava a trabalhar e não tava pra perder um dia de ordenado para ficar a secar numa fila interminável para no fim nem chegar ás galas talvez. Eu tenho noção da realidade) ia aos castings todos, sempre a passar em frente e chegava às galas.
Depois chegado à primeira gala, os apresentadores perguntavam-me
Ah Ricardo, então e agora se fosses tu a sair? Estás nervoso com a possibilidade?
A resposta que eu daria seria algo como:
Ia ficar mal. Deu-me imenso trabalho chegar até aqui, e estou atrás dum sonho, por isso é claro que estou nervosoe depois apelava descaradamente ao voto.
Mas a resposta que eles dão todos, é algo do género:

Oh, eu sei que é um concurso, e podemos sair todos, mas o que importa é a experiência fantástica, e os amigos que fiz pra vida e saio daqui muito mais rico(a) musicalmente”.
Ah, e acompanhem a isto o sorriso bonzinho amarelo que eles desencantam todos nesta altura



Oh.
Ok.
Então passamos por meses de castings (sim isto os castings começam em Julho e as galas começam em Outubro basicamente) para… fazemos amigos e aprendermos música? Apresento-vos o facebook e o livro de “como tocar guitarra para totós” pelos vistos o resultados seriam os mesmos.

Voltando ao tema da reality TV, as pessoas entram nesses concursos por apenas dois motivos.
Dinheiro e fama.
E pelo amor da santa, não me venham dizer que o Zé Maria queria enriquecer a sua experiencia social de vida. Que não foi para o BB com a ideia de ganhar o dinheiro (que já deve ter torrado todo nos seus imensos meltdowns ao longo dos anos). Ou que agora estes marmanjos da casa dos Segredos (só sei que há um António porque a Claudjinha falou disso lá no blog dela senão não sabia o nome de ninguém) vão para lá travar amizades?
Então porque é que quando estão nesses programas as pessoas tem a necessidade de mostrar que é tudo uma amizade incrível que se dão muito bem uns com os outros, e que não querem saber do prémio?

A isso se chama o efeito câmara.

Os nossos conterrâneos Brasileiros têm uma expressão que eu adoro completamente que é “ficar bem no rolo” e é basicamente nisso que se resume o efeito câmara.

As câmaras não são só objectos tecnológicos que nos permitem imortalizar momentos inesquecíveis em fotos e vídeos.
Uma câmara é um objecto místico com poder de controlo mental, que não deixa ninguém imune.
Em frente a uma câmara de TV parece que toda a gente tem uma espécie de intimação para ser o mais… politicamente correcto possível, uma versão mais boazinha de si próprio.
Como se isso promovesse melhor a imagem… quer dizer realmente promove melhor, mas nem sempre é verdade.
Nem toda a gente tem o bom perder que mostra nos programas, e muitas amizades 4ever feitas nos mesmos duram no máximo uns mesinhos e depois as pessoas afastam-se. (quantos de vocês apostam comigo que os candidatos da edição anterior dos idolos não se falam na sua maioria?)

Demorei uns anos a perceber o porquê, mas toda a gente tem a necessidade de mostrar alguma coisa á frente duma câmara, e curiosamente acho que varia um bocadinho consoante a câmara, mas o fundamento é o mesmo.
Creio que no entanto, quase toda a gente o faz inconscientemente.
Uns mostram irreverência, outros mostram inocência, outros limitam-se a mostrar felicidade, cada um faz o papel de comerciante que monta a sua montra na lente da câmara… e vende o que mais lhes convêm.

O exemplo mais banal disso é o das fotos de família.
Acho que toda a gente tem uma foto de família pelo menos.
Se não tiverem, shame on yoooou xD.
O que acontece nessas fotos é que toda a gente tem que parecer feliz.
Tenho uma praqui algures no PC duma viagem que fiz com os meus pais. Nesse dia tivemos uma discussão horrível, mas depois passadas umas horas, alguém se lembrou de tirar uma foto… e lá estamos nós todos sorridentes.
Quem não sabe de nada pensa que estamos todos muito felizes e contentes.

Agora a parte da teoria.
O efeito câmara existe pela necessidade e auto-preservação da imagem de cada um, e pela necessidade que temos em mostrar uma imagem pessoal que nos agrade aos outros. À frente de uma máquina fotográfica mostramos o que queremos que vejam. À frente de uma câmara de vídeo mostramos o que achamos mais correcto segundo os padrões de comportamento (nos vídeos de família, toda a gente fica subitamente bem educada no momento em que a câmara está a filmar. Mal se desliga quem diz palavrões volta a lembrar-se deles magicamente.)

E vocês?
Quantos casalinhos com problemas conhecem vocês que tem as fotos mais amorosas possível espalhadas pelas redes sociais?
Quantas pessoas frustradas conhecem vocês que gostam de se mostrar super confiantes atrás de uma câmara para afastar fantasmas do passado?
Quantas vezes vão sair à noite, e vêm tipo duas moças que se odeiam a tirar fotos e a fazer vídeos abraçadas como se fossem as melhores amigas?
Porque é que acham que eles fazem isso? Acreditam na teoria do efeito câmara, ou têm outra explicação/teoria?
Já vivenciaram o efeito câmara?
Experimentam os mesmos efeitos referidos?
E já observaram o mesmo vivido por outras pessoas?
Irrita-vos? (a mim nem me incomoda)

(*)é verdade, agora faço reviews de TV… quer dizer é só aos ídolos por enquanto, mas está a ser uma experiencia giríssima, se quiserem ir vendo, vão aqui

[A ouvir: A wish for something More – Amy MacDonald]
[Humor: Inspirado]

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Calendar November 20, 2010 16:49

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O fim de semana perfeito seria…

  • acordar depois das 9 da manhã. Mas como tenho que ir ao centro de saúde todas as manhas isso não vai acontecer.
  • … não levar com a Leopoldina a Popota As Barbies os Nenucos, os Action Mans e a porra das publicidades de natal do Pingo doce a cada 5 segundos. Mas isso também não vai acontecer, a não ser que caia um meteoro no satélite de emissão das TVs.
  • …Satisfazer a minha gula e comer porcarias o dia todo (ou qualquer outro dos 7 pecados... mas a Gula de preferência)… mas como não moro sozinho e os meus pais andam com a mania de comprar comidas de dieta, fico-me pelas barrinhas de chocolate culinário que compro de vez em quando ao pé do centro de saúde. (isto é efectivamente deprimente)
  • …Ter programação de jeito na TV… eu não tenho TV cabo, e sobrevivo bem sem ela. Mas porra custava muito aos canais generalistas deixarem de repetir a porcaria da casa dos segredos e dos ídolos, e da porra do preço certo em euros e dar filmes? Ou séries (a horas decentes)? ou pelo menos calarem-se com a porcaria da cimeira da NATO? Já me basta a programação vomitante durante a semana.
  • … escrever tudo e mais alguma coisa que me venha a cabeça. Como tenho a minha tendência genética para o overthinking, penso em tantas coisas que nem sei qual esolher para desenvolver. Pelo menos não me posso queixar , o meu pc nunca mais me obrigou a blogar À mão xD.
  • … Receber comments e novos leitores … okay, esta está completamente fora das minhas mãos.
Ora bem em 6 satisfiz zero (até agora).
Podiam ao menos ajudar-me a satisfazer um... e como não vos estou a ver virem me instalar a TV cabo em casa, ou comprar me guloseimas... ou ir por mim ao centro de saúde, visitem todas estas hiperligações, leiam comentem e se gostarem subscrevam que Fim de semanão é dia de apelação. (LOL)

_____________________________________________________
Nota para compreensão do post:

É de conhecimento geral que vocês caros leitores, no fim de semana vão ás vossas vidinhas e não comentam coisa nenhuma. e como isso tá male, resolvi pegar e fazer uma espécie de reivindicação.
Eu apelo ao comentário.
já fiz isto num outro post

Por isso não vos resta muito a fazer senão comentar... e subscrever.
Entendem a eficiencia do meu plano maquiavélico?
MUAHAHAHAHAHAHAAHAHAH
(e agora de certeza que pensam que eu não tenho tudo na caixa craniana)

[A ouvir: Beep - Pussycat Dolls]
[Humor: Entediado]

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Calendar November 19, 2010 10:00

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Já Dizia o anuncio do Sumol... sejam originais

Originalidade
nome feminino
1. qualidade de original
2. criatividade; inovação
3. singularidade
4. excentricidade, extravagância
(De original+-i-+-dade)

Sempre me considerei uma pessoa original, nem me vou por aqui com falsas modéstias. Não estou com isto a dizer que sou melhor que alguém. Mas gosto muito de poder fazer coisas diferentes que a maioria das pessoas simplesmente não faz, apenas para afirmar que é das pequenas diferenças que somos feitos.
Nem toda a gente é assim, há pessoas completamente formatadas que pensam e agem em massa, mesmo por predisposição, e só dou graças aos céus de não ter nascido assim.

Muitos esforçam-se para serem originais… o que nem sempre dá bom resultado. Olhem por exemplo os grupos sociais.
Tá muito na moda as pessoas serem alternativas, porque sai-se da corrente normal de pensamentos e actos e bablabla (e porque é uma desculpa para usar piercings e rastas vermelhas e dizer a toda a gente que o fazem porque “são alternativos”) mas na realidade as pessoas alternativas acabam por ser uma esécie de cópias umas das outras, porque por sair do mainstream acabam por se ajuntar e copiar comportamentos umas das outras, matando até grande parte do que era único. (óh prós góticos como exemplo. Caveirinhas, xadrez preto e muita maquilhagem, é tudo igual, na sua tentativa frustrada de ser diferente.)

O meu lema pessoal -que já disse a uma data de pessoas - é algo do género "vou tentar sempre fazer algo diferente. pode ficar uma bosta, mas pelo menos não há bosta igual"
Óh o meu blog por exemplo.
Desde que o criei que tinha a pancada de o tornar único. Comecei pela coisinha de assinar com os pandas, porque nunca tinha visto ninguém fazer algo do género… e passei pros looks, não só por gostar do lado estético da coisa, mas porque queria chamar a tenção dos leitores (e uma imagem diferente chama muito mais a atenção).
andei uns meses com um template que saquei dum site, mas ia tendo uma sincope quando descobri outro blog a usar o mesmíssimo template.
e quando vi isso fiquei acordado até às 4 da manhã a fazer o meu 1º template. que ficou horroroso BTW.
mas ficou diferente.
De certeza que ninguém tinha um igual pela net, porque o fiz eu e o usei só para mim.
E só isso dava me uma satisfação imensa de vir aqui ao blog, porque sabia que tinha feito alguma coisa verdadeiramente única (não sei se repararam que não disse que era lindo, só diferente xD)
E infelizmente a originalidade está a desaparecer.
Já ouvi muitos "colegas" bloggers queixarem-se de como há falta de imaginação na blogosfera ,e uns outro tantos que até tiveram o azar de serem copiados (Até já me dei ao trabalho há uns bons meses de me registar num site de copyright só pra evitar cá merdes com pessoas sem imaginação xD) e até eu já vi um post baseado num que eu fiz ainda foi só um mas pronto. não sou famoso não posso pedir muito mais.
Aqui há uns dois anos inscrevi-me num fórum (sim eu também andei nos fóruns) e havia por lá concursos de wallpapers, e signs e avatares e por aí - foi assim que aprendi a mexer no photoshop aliás - e houve uma fase em que apareciam pessoas que se limitavam a pegar no trabalho dos outros e copiar à descarada ou a pegar nesse mesmo trabalho, alterar ligeiramente e dizer que era um original.

E eu achava isso completamente idiota.
“E Porquê?” – perguntam vocês
“Porque perde a piada toda copiar qualquer coisa, seja de que forma for” – respondo eu.
A ideia de qualquer um dos casos é criar-se algo.
quer seja nos blogs, quer seja a fazer qualquer tipo de montagem.
E por muito difícil que seja de compreender, pegar em peças disto e daquilo para fazer outra coisa não é propriamente uma boa ideia.
Leiam o Frankenstein, e comprovam a minha teoria.
Acabamos por ter uma espécie de amostra deslavada do original.

Criar é uma das coisas mais priviligeadas que temos ligada à condição de ser humano. não percebo porque é que as pessoas não o sabem aproveitar muitas vezes.
O imaginar algo que não existe – não interessa o quê, um texto, uma música, uma imagem, algo que não haja no nosso universo de percepções. – O tentar e falhar em reproduzir o que apenas conhecemos intuitivamente, da nossa cabeça, até ao final quando conseguimos fazer exactamente o que imaginámos de uma maneira que talvez nem tenhamos pensado.

Acho que passo por esse processo de criação em cada post que faço, o que me leva a pensar onde e que está o gozo de pegar nalguma coisa que não é nossa, copiar parcial ou completamente e afirmar que é nossa? No fundo sabemos que não é.
E por mais sucesso que faça não é verdadeiramente nossa porque não passámos pelo processo de criação.

Será que anda a desaparecer a capacidade das pessoas para inovar? para serem bons por apenas serem diferentes?

Um exemplo disto são as versões.
No cinema e no mundo da música, as versões são uma coisa completamente normal. Pegar numa música ou num filme já existente, e entregá-lo a uma nova voz, ou a novos olhos (realizador) e cruzar os dedos para que tudo corra bem.
As versões são uma coisa muito difícil de classificar porque a meu ver, algumas versões conseguem ser muito mais originais que o tema original, porém o original tem sempre um maior impacto… o que não me deixa decidir qual é melhor no geral, tendo uma opinião diferente quase de caso para caso. Pelo menos a nível da musica, porque a nível dos filmes o original é quase quase quase sempre melhor.
Rara é a excepção.




Neste post as músicas são novamente um exemplo e não o assunto do post. (acho que ainda não fiz um post em que tenha usado uma música sem ser para exemplificar algo BTW xD) oiçam as duas e avaiem.
A 1ª (da apetitosa Cheryl Cole… beeewbs) foi editada 1ª que a 2ª (cantada pela Ingrid. se reconhecem a voz, é aquela que canta “I just wanna be okay, be okay, be okay), sendo por isso oficialmente a versão original… no entanto parece que a 2ª parece ter alguma coisa que não sei explicar. Parece sair mais naturalmente.
Alguém sabe porquê?
Porque a musica foi na verdade escrita (e/ou composta, não tenho a certeza) pela Ingrid, a 2ª cantora.
O que lhe parece dar uma maior naturalidade a cantar a música do que a Cheryl… e neste caso, qual das musicas deve ser considerada a original? Por um lado, a 1ª versão foi editada em 1º lugar cronologicamente, o que lhe dá a vantagem de tempo de existência maior.
Mas por outro lado, a 2ª versão é cantada pela compositora. Por quem efectivamente criou a música.

E vocês?
O que pensam?
Qual das duas versões da música é a mais original?
E qual deve ser considerada a “versão” ou o “cover”?
Porque acham que cada vez mais é difícil ver coisas originais seja a que nível for?
Já alguma vez foram plagiados em alguma coisa?
Já alguma vez copiaram alguém?
Versões no cinema e na música, sim ou não?
Uma coisa tem mais valor por ser diferente, ou preferem algo que se misture melhor a multidão?
É melhor uma coisa muito boa mas banal ou uma coisa razoável mas completamente única(sendo que talvez ganhe um pouco por ser diferente)?
Acham este blog - e o autor por arrasto – original? (se não acharem eu descubro onde vocês moram e dou-vos com uma soca de madeira na testa ^^)

[A Ouvir: Oh No! - Marina And The Diamonds]---> um bom exemplo de criatividade. muy buena
[Humor: Inspirado]

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Calendar November 18, 2010 10:52

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A "Men’s Health"


Como tenho muitas leitoras, sempre lhes mostro como se processa o mundo da revistagem masculina no geral, e de uma revista no particular. Os leitores podem sempre dizer se concordam ou não.

O universo de revistas femininas é vastíssimo.
E nem consigo enumerar todos os tipos de assuntos que abordam, vai das decorações às fofocas, passando pelas de maquilhagem e nunca acabando…
Até deixo um desafio aqui de me catalogarem todos os tipos de revistas femininas.
I dare you.
Já as revistas masculinas dividem-se em quatro grandes subtipos.
  • As revistas de mamas –Let’s face it. Nenhum dos senhores que entra na papelaria e compra a Playboy, ou a Hustler, ou aFHM está interessado em saber que a menina da capa com umas belas copas D está a estudar para ser veterinária e que a sua cor preferida é o púrpura da índia. Quando compramos revistas dessas é pra ver mamas.
  • As Revistas de carros – é tipo uma espécie de tortura. Abre-se a revista e quanto mais se folheia maiores são os preços. E depois é só paneleirices, tipo carros com assentos que fazem massagens tailandesas e com um telescópio incorporado no tubo de escape. Coisas que nunca hão-de ser utilizadas mas que são extremamente dispendiosas.
  • As Revistas de Desporto - a.k.a. de Futebol. Porque em Portugal é mais Futebol e outros desportos. Tipo uma paginazinha prós outros e o resto é pró Futebol. ok, ok, também há revistas de outros desportos, just kiddin.
  • As Revistas de Geeks – Nunca vi uma mulher a comprar a Exame informática, mas devem existir… mas é como os homens que compram a Cosmopolitan, que os há, há mas eu nunca vi. Deste grupo fazem parte as de informática e as de gadgets, estas ultima são um tédio porque nunca se tem dinheiro pra comprar nem o gadget mais barato nas paginazinhas da porra da revista.

E depois há a Men ‘s Health(MH).

A MH é um híbrido muito complexo. É uma mistura de “revista de gaja” e “revista de mamas” com uma pitada de “catálogo de compras” e outra de “revista culinária”.
Acho que comprei um ou dois exemplares… mas fiquei-me mais pelas revistas de mamas. A MH sempre me despertou arrepios desconfortáveis.
O meu pai comprou umas quantas edições da mesma (e eu estive a dar uma vista de olhos antes de vir escrever o artigo) e sempre que faço viagens e passo por uma estação de serviço, lá está uma men’s Health algures no mar de revistas á disposição.

Basicamente isto é um esqueleto da capa de uma MH, sou um artista poh (eu pus nºs e quadradinhos coloridos para serem mais facilmente identificadas as secções, caso não consigam ler bem os nºs):

  1. O bronco Musculado - seria de esperar que todas as revistas masculinas tivessem gajas ou carros nas capas né? Nããããão, a MH tem homens. E não são uns homens quaisquer. São homens que parecem saídos de um ginásio… ou de um desfile de modelos. Só este ponto é logo um corta interesse enorme. Honestamente. E querem fazer-nos passar por idiotas e acreditar que aquilo é só esforço, não há ali sequer um photoshopzinho... yeah Right, e eu sou a Rainha Isabel II
  2. O apelo à fé (em vermelho) – “Ganhe músculo rapidamente”, “Fique em forma em 9 dias”, “tenha um corpo de meter inveja” ou ainda o ultra cliché “fique como o modelo da capa em 15 dias”…. Basicamente são listas de exercícios. Exercícios tipo… flexões e abdominais, e supinos e dorsais e não sei mais o quê… coisas que o leitor sabe que ajudam a manter a forma… mas que nunca chegam para ficar sequer com 10% da imagem do bronco musculado na capa. Para se ficar em forma é preciso mais que uns abdominais em frente ao sofá quando se repara na barriguinha da cerveja.
  3. Dietas (em azul) – A Men’s Health tem imensas vezes artigos de dietas. After all o Health tá ali não é so de enfeite. Adoro quando muitos jovens se armam em machistas, e dizem que “dietas são coisas de gaja”, e depois é vê-los quais marias madalenas a tentar preparar a receita de salada de frango com mozzarella de búfala que vem na página 73 a dizer que faz bem aos músculos deltóides (claramente em estado dormente naquela altura, mas quem sabe depois da salada talvez cresçam miraculosamente)
  4. Mariquices (em verde) – sim, muitas coisas que não interessam a ninguém… como saber que se pode aplicar botox á prostata… ou que os SMS funcionam como bom anti-tabaco…
  5. Ir á cueca (em amarelo) – não, não estou a falar da blogueira Rosa cueca, é mesmo um apelo ao “amiguinho” (é tão sinistro chamar amiguinho ao senhor pene, mas pronto) é o ÚNICO sitio na capa onde aparece um elemento do sexo feminino. E geralmente é numa foto minúscula e numa pose muito badalhoca, acompanhada de um belo “Tenha sexo escaldante” ou “faça-a ter orgasmos múltiplos” ou o meu personal favourite que saiu mesmo numa das revistas que tenho á minha frente “SEXO: UMA MULHER DIFERENTE TODAS AS NOITES!” okay, se precisamos de instruções para fazer o treco-lareco, é porque alguma coisa está a correr mal... digo eu xD
E por dentro a revista não desenvolve muito mais do que os pontos acima descritos. Só tem mais uma secção que raramente é publicitada na capa. A secção das compras. Ele é produtos de beleza masculinos, roupa, carros, gadgets, e por aí alem. Acho que deve ficar mal por numa revista deste calibre que promente… ai promete músculos de aço sem uma ida ao ginásio, por algures na capa a secção de compras. Pouco… masculino.

Uma coisa que também há muito nesta revista é a tentativa de descodificação feminina. Os sinais que elas mandam e o que querem dizer, como abordar certos assuntos e como perceber o que ela está a pensar. Curiosamente as revistas femininas fazem exactamente o contrário… e pelo que vi nenhuma delas consegue acertar muito… acho que fomos feitos pra isto, os homens entendem tanto as mulheres como as mulheres entendem os homens.

Para finalizar dizem que a faixa etária que compra a MH é maioritariamente entre os 40 e os 50 anos, e que são maioritariamente empresários ou pessoas com trabalhos maioritariamente de escritório… ou seja, juntamos a crise da meia-idade que todo o homem acaba por ter com a frustração de um trabalho extremamente empírico e temos o nicho de mercado mais repleto de crédulos da população masculina. (isto sem contar com todos os adolescentes mirradecos que querem ficar jeitosos como o outro do “crepúsculo” pras mocinhas andarem todas atrás deles e seguem estas dietas e exercícios como autenticas bíblias.)

O que têm a dizer do assunto?
Comentem! (e subscrevam)

AAAAH e Já agora, tirei aqueles share buttons do fim dos posts e meti uma barrinha de likes, se gostarem mesmo laikem! xD

[A ouvir: Do it Like a Dude - Jessie J]
[Humor: venenoso ]

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Calendar November 17, 2010 14:42

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Desconstrução do beijo

Sexyyyy

Ok, Este post começou ontem á noite, quando eu podre de tédio, a fazer zapping nos 4 canais públicos (no cable for me) reparei que um dos actores de uma das novelas da noite tinha uma quantidade extrema de língua inserida na boca da parceira…. E comentei com a Sara (Na altura aquilo pareciam duas enguias a fazer wrestling)… e conversa puxa conversa começámos a falar de beijos.
conclusão: A Sara é uma péssima influência para mim.

E verdade seja dita, é um tema interessante.
Quem é que nunca deu um beijo?
À mãe, ao pai (sem língua espero) ao namorado ou à namorada, a um amigo, ao cão, sei lá a qualquer pessoa? Na bochecha, na testa no nariz na boca no pescoço…
Quem é que hoje não deu um beijo?
Se não deram deviam!
Lamechices à parte, toda a gente gosta imenso de um bom beijo… e toda a gente já apanhou Beijos, mas beijos incrivelmente MAUS.
Falando especificamente de beijos na boca, há rácios ou percentagens a ser cumpridas. Nada de dentes a mais, nada de língua a mais, nada de saliva a mais, nada de agarranços a mais… entre outros quando os rácios não são cumpridos dá nalgum destes casos:
  • O beijo trituradora – Um beijo (na boca) é acima de tudo, uma questão de sincronia. Uma dança de línguas cronometradas… mas há algumas pessoas que não sabem fazer isso… e então metem os dentes. E é completamente horrível um beijo com dentes. isto acontece quando uma das pessoas que está a participar do beijo se esquece de manter a boca aberta, permitindo a entrada de língua alheia, o que dá como resultado numa trituração impiedosa da língua da outra pessoa.
  • O beijo Vórtex (aka aspirador do dentista) – numa palavra? Sucção. O que dá direito a barulhos extremamente… coisos. A sensação que fica no fim é falta de ar. Deve-se, do ponto de vista romântico, a uma das pessoas querer absorver ao máximo a outra (LOL ca noja).
  • O beijo DL – O género que começou este post… é tipo ver um sufocamento em directo… a pessoa que leva com o DL (demasiada Língua) a dada altura fica roxa porque a língua do demo lhe tapa as vias respiratórias. Por ter demasiada língua, nas viragens de pescoço é ver uma coisa cor-de-rosa babosa a sair e entrar da boca (isto soa tão porno… mas verdade seja dita é mais disturbing que outra coisa)
  • O beijinho são bernardo – Já alguém mexeu num São Bernardo? São aqueles cães muito lindos que fazem resgates na neve. São muito meigos e muito obedientes… e babam-se IMENSO. É tipo… ew. Os beijinhos são Bernardo são basicamente isso. Muita e muita troca de fluidos. É do género de depois de acabar um beijo desses se parar, respirar fundo e limpar a baba das bochechas.
  • O beijo Gemente – tenho uma tendência enorme a apanhar disto quando estou á espera dos transportes públicos ou do táxi. Aqueles casalinhos adoráveis que gemem quase tanto a dar um beijo como a “dançar o canguru perneta” não é agradável.
E aposto que há muito mais beijos terrivelmente maus, mas não vos quero traumatizar com mais imagens mentais.
Depois claro que há a outra face da moeda… os beijos mesmo bons:
  • O beijinho doce – Okay tenho um belo trauma com uma música com este mesmo nome xD. Mas vejamos se me explico. Estão a ver quando estão a comer qualquer coisa doce e dão uma bela beijoca? Pode ser um chocolate, um chupa chupa (oka isto não dá lá muito jeito né, mas pronto) gomas, whatever… é óptimo, pelo menos pra mim que sou guloso xD
  • O beijo de cinema – É o beijaço. Adoro, é aquele beijo de pegar e dobrar a espinha, e levantar o pé no ar e assim… um beijo “txan” acho que toda a gente gosta deste xD
  • O beijo roubado – depois de uma discussão afogueada um beijo bem roubado mesmo que seguido de uma bela lambada é das melhores coisas que existe, mesmo que hajam lágrimas ao meio acaba por resultar quase sempre nalguma coisa boa
Como quando se fala em beijo vem sempre á cabeça o primeiro venho aqui falar do meu 1º beijo. Foi uma coisa completamente cómica, foi num elevador, e não sabia muito bem o que se estava a passar, na minha cabeça devem ter passado milhentos pensamentos mas curiosamente só me lembro de pensar que a textura da língua dela era mais macia do que eu pensava (dêem o desconto, ainda era um pirralho de 11 ou 12 - não me lembro da idade certa - anos). E de repetir uma data de vezes o acto (beijatório) no mesmo dia.

E vocês?
Consideram-se bons beijadores?
Que outros tipos de beijo terrível conhecem? E de beijo bom?
Já apanharam muitos beijos maus/bons? E algum dos acima descritos?
Já deram um beijo a alguém hoje?
Como foi o vosso 1º beijo?
Acham que o beijo vicia?
Comentem e ganham um beijo de um super modelo sueco (o sexo muda consoante os gostos do leitor xD)

[A ouvir : We R Who We R - Ke$ha]
[Humor: Feliz]

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Calendar November 16, 2010 17:50

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Somos todos um bocadinho loucos né?

Não sei se alguma vez vos aconteceu andar com um tema semanas e semanas a querer sair, mas a não sair como deve ser?
Este post foi o parto mais difícil na minha maternidade blogosférica xD.

Nós somos feitos de quê?
  • De defeitos?
Eu tenho muitos defeitos… por exemplo, sou extremamente efusivo… a roçar o impaciente. Mandei um segredo pró shiiiu hoje de manhã mas eles não há modo de o publicarem. E eu sei que devem receber toneladas de mails. O que não me impede de ir lá ver 50000 vezes por dia se já publicaram alguma coisa xD.
  • De qualidades?
Também tenho algumas qualidades… como por exemplo a capacidade de ouvir os outros sempre que eles precisam (o que me deu um quase diploma em comportamento humano)…
  • E não há nada no meio?
Eu por exemplo depois ainda tenho algumas… características, que estão algures entre uma qualidade e um defeito, mas que não deixam de estar lá mesmo estando indefinidas.
A minha “característica” mais vincada resume-se numa frase.
Eu a-do-ro ter razão.
E é uma coisa quase patológica.
Não faço por ter sempre razão, atenção (aliás por isso é que não vejo isto como um defeito). Quando erro calo-me e aceito, porque… bem tentar negar só me faz fazer figura de urso. I’m too cute to be a bear xD.
Mas dá-me um prazer extremamente anormal ter razão sobre o que quer que seja.
Eu gosto de ter razão sobre o tempo
Eu gosto de ter razão sobre preços
Eu gosto de ter razão sobre pessoas normais
Eu gosto de ter razão sobre pessoas malucas
Então se for motivo de teima e eu tiver razão, não consigo conter lá muito bem a minha gargalhada maléfica – Oh, sim meus caros, eu tenho uma gargalhada maléfica… not pretty – o que dá uma espécie de engasganço nada agradável xD.
Para vos explicar melhor, é mais ou menos uma mistura de sensações que junta a nostálgica “manhã de natal quando recebes tudo aquilo que pedes”, o “beber um copo de água quando se está completamente desidratado” e o mágico “encontrar uma nota no chão”.
Nunca soube explicar muito bem porque é que tenho esta pancada (se perdesse tempo a explicar as minhas pancadas nunca escrevia no blog né?) mas nem me importo nada de a ter.
Estão a ver aquele amiguinho que vocês tem que vos diz “eu odeio ter que dizer isto… mas eu avisei”? Eu é mais “AHAH BITCH! EU DISSEEEEEEEE!” o que já me valeu veladas ameaças de morte e cabeças de porco com velas pretas e estrelas satânicas desenhadas á porta de minha casa com bilhetinhos de amor tipo “quando estiveres a dormir meto-te uma garrafa de melaço por dentro das narinas e tapo te a boca ^^” (ou não… por enquanto ainda ninguém me fez nenhum miminho desses ;-;).
E essa característica vem com uma outra colada, nunca me esqueço de quando tive razão (esquecer coisas boas não é comigo)

E hoje não me apetece mais escrever… vou actualizar mais mil vezes o shiiiu a ver se aparece lá alguma coisa. E o e-mail também, a ver se recebo o mail que tou há espera há uns séculos.

Como tal quero que vocês, leitores me digam:
Qual é o vosso pior defeito?
E a vossa melhor qualidade?
E a vossa “característica” mais marcante (vejam o meu exemplo. Escolham alguma coisa que não seja nem um defeito nem uma qualidade)?
Qual é o pior defeito e a melhor qualidade que alguém pode ter para vocês?

[A ouvir: Anytime - Kelly Clarkson]
[Humor: muito doido (mais que o costume)]

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Calendar November 15, 2010 16:55

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O efeito Dominó

Gosto muito de pensar que cada pessoa é dona do seu percurso de vida, e que desde que não prejudiquem de forma drástica a vida de ninguém, são livres de fazerem o que bem entenderem.
O que hei-de fazer? Acho que sempre fui um liberal xD.
Seguindo essa linha de raciocínio, sempre houve uma coisa que me deu que pensar.
Destino.
Okay eu admito que às vezes (okay quase sempre) sou uma pessoa difícil de entender, mas por mais incoerente que isto pareça, eu acredito no Karma, mas não acredito no destino.
Nunca engoli muito a ideia de nascermos e termos a historinha toda escrita (Porra se fosse assim, devem-se ter esquecido de me entregar o meu guião porque há dias que não sei muito bem se não me enganei e saltei um capítulo do mesmo xD).
Acredito sim em … “acidentes” digamos.
Acho que a vida se constrói de pequenos desvios, desvios estes causados, muito mais por escolhas alheias ou escolhas instintivas, do que escolhas conscientes.
Todas as acções acarretam consigo uma cadeia de acontecimentos posteriores, sobre os quais não temos controlo, mas que influenciam a nossa vida. No entanto temos controlo sobre a acção inicial, a pecinha que faz os dominós caírem num determinado sentido.
Chamo a isto o efeito Dominó.
Para explicar melhor, peço que vejam o vídeo abaixo.


(Podia começar por dizer que esta música foi a minha música de verão, e que não me cansava de ouvir. Ou podia dizer que a Natasha é das minhas cantoras pop favoritas porque as letras dela tem sempre alguma história por trás, mas este post não tem nada a ver com música.
O vídeo é meramente um exemplo, para verem o que eu acho da música tem de ir á pagina de músicas
.)
Depois de verem todo o vídeo (e se prestarem atenção à letra ela fala disso) tudo se baseia numa pequena escolha.
Se ela tivesse escolhido as sandálias, ia á sua vidinha e nunca havia de conhecer o jovenzito de olho azul, e acabava aqui a historia, com ela podre de bêbeda com montes de cookies no estômago.
Se levasse os saltos altos vermelhos podia tropeçar, derramar o café, sujar o homenzinho, adiar a reunião do outro, conhece-lo na festa que dava em casa, e tinha (pelo menos) uma noite bastante agradável.
Mas para derramar o café, teve que passar a estrada para ver o bendito vestido na bendita boutique no outro lado da estrada. (está tudo na letra, podem ver aqui se não tiverem prestado atenção).

Tudo está ligado.

É como diz a teoria do caos (não sei de quem é nem do que fala e nem me interessa) “o bater de asas de uma borboleta na china é capaz de despoletar um tufão no outro lado do mundo” … claaaro que é numa maneira muito menos radical, mas dentro do mesmo conceito.
O que leva à explicação de como posso acreditar no Karma e não no destino.
A minha "versão" de Karma está aqui (para quem não leu), e pegando no que tenho estado a dizer, se escolhermos fazer alguma coisa má a alguém de propósito, despoletamos uma possível coisa má para nos acontecer.
Mas fazemo-lo por uma escolha semi consciente.
Não acontece porque “assim tinha que ser”

O(s) universo(s) é(são) uma coisa espantosa se formos a pensar.
Porque por escolhermos uma torrada em vez de cereais podemos ter um dia completamente diferente – sabem lá, podemos encontrar um dedo humano na caixa de cereais, e ir a um advogado processar da fábrica dos mesmos, ao passo que com uma torrada o máximo que acontece é queimá-la (sou bastante bom nessa actividade.) e ficar sem pequeno-almoço – e isto leva-me a um pensamento. Como já devem saber se seguem este blog há muito tempo, não sou grande amigo do famoso “e se…” quando usado como queixume (se não seguem, vejam aqui). O que não quer dizer que odeie suposições.
E já por diversas vezes pensei que podia ter acontecido tudo de maneira diferente se tivesse sei lá… dado 5€ áquela Dinamarquesa junky que andava sempre atrás de mim a cravar-me e a dizer que precisava de dinheiro pró bilhete pra Lisboa (que trocando para linguagem de junkies é algo como “uma dose das rechonchudas”)… talvez ela me desse um bocado da dose dela, e por esta altura era eu toxicodependente, e andava a roubar as loiças da família pra vender e trocar por droga (não estou a gozar com quem passou por isso, é uma coisa perfeitamente possível de acontecer a qualquer um).
Ou se eu tivesse seguido letras há 12 anos atrás, talvez agora tivesse todo um ciclo social diferente (muito provavelmente teria)…
não estou com isto a dizer que estou arrependido de não ter dado os 5 € á dinamarquesa, nem de não ter seguido letras, só que as possibilidades são tantas que é assunto para me deixar pensativo por bastante tempo.
Este ano fiz uma data de escolhas e ainda estou para ver a que reacções me levam.
Oh, por exemplo. escolhi cagar pra minha nova BFF, a querida Mariazinha, a fã sem humor do Filpe Pinto, que merecia um manguito... mas mais vale ignorar.

Todo o efeito dominó que referi aqui também leva a pensar nas coincidências.
Mas como também quero que vocês escrevam, deixo as perguntas:
Acreditas em destino? E em coincidências? (não e sim respectivamente, são as minhas respostas) já alguma vez pensaste nas reacções que o acto mais pequeno pode ter despoletado na tua vida? Algum exemplo? Comentai leitores, comentai (E subscrevei).
PS: tenho que ir comentar os blogs do costume, mas hoje não me apetece... que reacção é que isso trará?

[A ouvir : If You're Gonna - Natasha Bedingfield]
[Humor: Filosófico(não se nota?)]

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Calendar November 13, 2010 08:21

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5 coisas quem me fazem gostar do tempo frio

Está frio.
contrariamente ao que seria de esperar, adoro o frio.
como no inicio do Verão, fiz este post, achei que era boa ideia fazer um post irmão, né?
  • Tempo de Cachecóis e golas alta, finally: Quem me conhece sabe que tenho uma pancada por cachecóis. para vós que não me conhecem, tenho mais de 30, and growing. o cachecol é a combinação perfeita de acessório e aquecimento, e bem, tenho pescoço... por isso há sempre a desculpa para os usar. no tempo quente andar de cachecol não é lá muito agradável xD.
  • Chuva: Okay estão a ver o clichÊ de gostar de estar deitadinho a ouvir a chuva... isso não é pra mim. gosto mesmo de andar à chuva, encharcar-me até ao osso e sentir-me gelado. de pisar as poças e de sentir o cheiro maravilhoso a terra molhada que a chuva deixa para trás. e depois de uma chuvada, uma muda de roupa seca e uma cama quente são o melhor que há.
  • O Dilema do Chocolate quente: Embora eu goste muito de doces, o meu maior sonho de consumo sempre foi deitar-me no sofá a ver um filme/série/ler/do whatever, enquanto estava enrolado nas mantas e a beber chocolate quente. e consegui sempre fazer tudo muito bem... menos a parte do chocolate quente... que saia sempre um liquido estranho nada apetecivel, espesso ou cheiroso como os das revistas e filmes. como eu sou uma criatura de objectivos fixos corri a net á procura de receitas... mas todas as que encontravam eram basicamente leite com chocolate em pó... que nem é preciso receita pra fazer, no outro dia peguei, fui ao supermercado e acabei por me aventurar... e a primeira taça de chocolate quente que fiz há umas semanas saiu com uma propriedade especial: capacidade de causar diabetes com mais de dois goles. demasiado de tudo, doce como o caraças. Hoje, quando vim do centro de saúde, consegui aperfeiçoar a receita. o resultado é o da foto acima.
e como no verão dei uma receita de granizado, no Outono/Inverno dou uma de chocolate quente:
  • Chocolate de culinária (ou preto, se gostarem de chocolate mais amargo)
  • Leite (magro ou meio gordo. gordo faz aquelas natas)
  • Leite condensado (eu e o leite condensado temos uma relação especial como ja devem ter reparado)
  • Numa panelinha pequena metam o leite. as dose recomendada (por experiência própria) é +- 120ml de leite por pessoa, mais que isso fica demasiado liquido, e menos que isso fica MUITO doce. antes de acender o lume, partam chocolate -se for daqueles que estão divididos por barrinhas e quadradinhos, recomendo uma barrinha por porção, no máximo uma e meia, mas fica ao vosso critério - e ralem, ou piquem, como vos der mais jeito. metam no leite e levem ao lume, muito baixinho.vão mexendo até não se verem pedacinhos de chocolate. não parem de mexer que à mínima aquilo queima-se (estão a falar com o pro de queimar coisas. já consegui queimar chá... sei bem do que falo). quando estiver quente podem por vários tipos de temperos ao vosso gosto. quem gosta de canela pode polvilhar um bocadinho, ou meter uma folha de hortelã para um gostinho a menta. eu meti raspa de limão para cortar o doce. por fim quando estiverem quase a tirar a mistura do lume, metam leite condensado para ficar mais espesso. duas colheres de sobremesa chegam perfeitamente, não se esqueçam que o chocolate já tem açucar. por fim é servir e aproveitar. foi o que eu fiz.
  • É mais fácil fazer coisas no frio: Okay, passo a explicar. experimentem no verão deitar-se no sofá a ler um livro. o calor não nos deixa concentrar por muito tempo. quem fala em ler um livro fala em qualquer coisa que requira alguma concentração, o calo torna-nos mais dispersos. se calhar é só de mim, mas é muito mais agradável fazer coisas que requerem concentração no frio. como por exemplo, ler ou escrever.
  • Saldos: vá, riam à vontade. mas as estações frias tem no meio o natal... e isso implica compras. e compras implicam gastar dinheiro. e com os saldos gasta-se menos. afinal estamos em crise ou não? (e claro que é sempre bom comprar coisas... mais baratas ainda é bem melhor)
Por falar em ler, queria partilhar convosco um blog que descobri ontem (e que já li todo). lembram-se de ter falado de segredos há uns tempos aqui no blog? este blog é isso mesmo. um blog de segredos. mandam para o e-mail lá facultado o vosso segredo e uma foto e eles publicam.-no. é tudo anónimo, nunca se sabe quem mandou o segredo e eles não o revelam... aconselho a irem ver, e se quiserem, a partilhar algum segredo. lá está tudo a explicar tudo melhor. aqui fica o endereço: http://shiuuuu.blogspot.com/ é de iniciativas destas que a blogosfera precisa cada vez mais.

Oh e por falar em escrever, comentai, vocês, preferem o Verão e a Primavera ou o Outono e o Inverno? (ou são como eu e só gostam das estações "completas" o Verão e o Inverno)quais são as coisas que mais gostam de fazer nas estações frias? gostam de chocolate quente? que tencionam fazer neste fim de semana frio(se calhar vão fazer o chocolate quente à la Ricardo xD)? Vá comentem que o Blog também vive disto! (e subscrever é uma coisa bónita sim?)

[A Ouvir: Keep This fire Burning - Robyn]
[Humor: Congelado ]

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Calendar November 11, 2010 17:33

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A insustentável feieza do ser

Há as pessoas normais, as pessoas bonitas, e as pessoas feias.
Toda a gente conhece pelo menos uma pessoa BONITA e uma pessoa FEIA.
Por mais que se discorde no ideal de beleza, se pensarmos bem, quando vemos uma pessoa feia temos maior tendência a concordar no ponto de vista xD.
E não me venham com tretas de “ah e tal, a beleza interior também conta”, é verdade que também é importante, mas se olharem para um seja dita, por mais simpática que seja uma pessoa, se for um trambolho, podem abrir e fechar mil vezes os olhos, que hão sempre de ver um trambolho.
Só que é um trambolho de bom coração.
não me considero uma pessoa linda e maravilhosa, (claro que sou um bocadinho maravilhoso né? Quem disse que sim ganha um euro! xD) mas tenho olhos na cara.
As pessoas feias e as pessoas bonitas existem num equilíbrio para quebrar a monotonia das pessoas vulgares, é a maneira do universo de acalmar egos. As pessoas que se acham bonitas, vêm uma pessoa bonita e vêm que não são assim tão bonitas, e as pessoas que se acham feias vêm uma pessoa feia e sentem-se mais bonitas.
como o Ricardo gosta de prestar Serviço público, resolvi dar-vos algumas definições básicas.
  • A de perspectiva – é aquela pessoa que se vista de determinado ângulo parece mais ou menos aceitável, mas depois tem uma vista frontal completa e pensam “okay, estou a precisar de óculos”… acho que é a prova de que existem ilusões ópticas na natureza.
  • O íman de pena – geralmente estas pessoas costumam ser umas queridas. Mas são muito feias. Mas por serem muito queridas, atraem sempre pensamentos do género “ai pobre criatura”
  • As pessoas com “crazy eyes – Okay, quem viu a última edição dos ídolos de Portugal conhece o Filipe se não conhecem, carreguem aqui. Okay o Filipe não é propriamente um exemplo aceitável porque toda a cara dele é estranha, não são só os olhos, mas é o único que me lembro de momento… As pessoas feias desta categoria são tipo assim, são mais ou menos engraçadas, mas depois tem olhos que deixam sentir uma espécie de tendência homicida nada agradável, ou uma perturbação mental latente.
  • Os too much/too little – Nunca olharam para alguém e pensaram “O…kay… está ali alguma coisa a mais”? Nunca é fácil de especificar o que está em excesso ou em falta, mas está lá alguma coisa for sure…
  • As pessoas pilosas – Okay, são aquelas pessoas feias naturalmente, que ainda ficam mais feias por terem mais pelos que o macaco Adriano,em qualquer parte do corpo, desde o tradicional buço pra elas, até à “unicelha” (sobrancelha única) para eles … óh pró Tony Ramos por exemplo. Tirem-lhe a camisa e é “planeta dos macacos” na hora disturbing.
  • Os amaldiçoados por posições estáticas – Okay, são pessoas normais, normais até ao momento em que ficam paradas muito tempo. Ficam sempre mal nas fotos por algum motivo. -quem já viu “Samantha Who” com a Christina Applegate, deve lembrar-se de um episódio em que uma das melhores amigas da Sam que por acaso era super gira, ficava sempre horrível nas fotos xD- é uma feieza ocasional mas conta.
  • Feios alucinados – espécie em tremenda propagação. Pessoas extremamente feias que por lerem demasiado livro de auto ajuda ou simplesmente por deslocamento da retina se julgam completamente deslumbrantes. E por se julgarem deslumbrantes não tem noção de que se nem tudo fica bem a uma pessoa normal (como já disse no meu post, acho mesmo que nem toda a gente fica bem de franja) , a uma pessoa feia muito menos.
  • Feios Mau Combo – estes são realmente frustrantes, são aquelas pessoas que têm uns olhos lindos, um sorriso encantador, um cabelo vistoso, umas maças do rosto bonitas… mas depois junta-se tudo e dá um Frankenstein). De certeza que conhecem pelo menos uma pessoa do género (más combinações de partes, daí o “combo”.) é o mesmo que meter barbatanas num tigre. Por mais giras que sejam as barbatanas ficam mal ali xD.
  • Os trainwrecks – alguém já viu um acidente de comboio? É uma coisa completamente contra natura. As pessoas feias desse género são isto. Alguma coisa deu completamente pró torto, mas de tão visualmente cansativa que é a visão, nunca conseguimos decifrar na totalidade o que foi, de cada vez vemos alguma coisa nova.
Não vou falar aqui de belezas interiores , porque acho que isso varia imenso de pessoa para pessoa e muito honestamente é uma seca total.
Ah e para finalizar, E Vocês meus caros? Conhecem muitas pessoas feias? Alguma categoria ficou por explorar? Podem acrescentar na caixa de comentários, vamos fazer a maior enciclopédia de pessoas feias da blogosfera! Oh e vejam aqui um site especializado em modelos feios , as coisas que eu não aprendo às vossas custas xD.
E para quem está muito indignado com o post, temos pena, muito provavelmente até pensam o mesmo mas não tem lata pra dizer xD.

[A ouvir : Imaginary Lover - Atlanta Rhythm Section]
[Humor: Calmo]

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Calendar November 10, 2010 08:00

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Dos sentimentos - CIALTM parte IV

O campo dos sentimentos é vastamente debatido nos blogs e pouco se acrescenta – infelizmente cada vez mais os blogs me parecem todos cópias em quantidades massivas , parece que se paga imposto por um bocadinho de originalidade.
Toda a gente fala das paixões, dos grandes filmes românticos com possível final feliz em que se metem, dos ódios (de estimação ou não) e até das (supostas) indiferenças – eu inclusive – e se há coisa que todos sabemos é que não é nesse campo tudo preto no branco
Há diversas nuances dos sentimentos que não se referem por parecerem completamente irrelevantes.

  • Uma coisa que enjoa até ler – de tão falada - é a descrição do primeiro amor. “Ai ele era muito fofinho e deu-me uma flor” “ela era muito delicada, e ainda me lembro daquele perfume floral” isto são frases que entopem milhares de blogues quando chega ao dia de São Valentim e toda a gente quer mostrar o lado romântico…. Mas nunca ninguém fala do primeiro ódio. O meu primeiro ódio chamava-se Maria de Fátima, e era da minha turma do 3º ano. E eu odiava-a completamente, sem nenhum motivo racional (acho que foi por esta altura que o meu ódiozinho por pessoas boazinhas se começou a manifestar) odiava aquele sorriso meloso. Odiava como ela trazia prendas À professora e granjeava elogios aos montes, mesmo sendo uma burra do caraças, e sobretudo odiava-a por ter a colecção completa (na altura) dos Episódios do Mr. Bean… e por se lembrar de levar aquelas toneladas de cassetes para a escola para vermos todos (eu não suporto o mr. Bean). E foi uma coisa mágica que recordo com tanta saudade como o meu primeiro amor… era um ódiozinho saudável, e o raio da miúda ainda assim até era simpática… Mais ou menos.
Outra coisa de que muito raramente oiço falar são crushes.
Para amar temos que conhecer a pessoa (não, eu não acredito em amores à primeira vista, isso é tudo tretas pra vender postais de são Valentim.)
Para odiar no mínimo tem que se ouvir a pessoa falar um bocadinho
Para se ser indiferente tem que se ter contacto com a pessoa para escolher ser-lhe indiferente…
Mas para as crushes é um outro universo à parte...
Para quem não sabe o que é uma crush, aqui fica uma boa definição tirada de um dicionário urbano (em inglês):
a burning desire to be with someone who you find very attractive and extremely special.
Ex:”My heart broke when I found out my crush was seeing another person.”
  • Antes de mais nada, uma crush no verdadeiro sentido da palavra não tem nada a ver com objectos materiais, Tipo “ai estou apaixonada por aquelas botas”, e nem por animais – a não ser que tenham tendências zoófilas. Se tiverem fiquem a saber, ursas não são amantes graciosas, são capazes de vos arrancar a cabeça por uma truta. Eu tenho uma espécie de predisposição genética para arranjar crushes aos molhos, por isso estou minimamente qualificado para discutir o assunto. Enquanto andava todos os dias de transportes públicos, raro era o trimestre em que não desencantava uma crush ou no comboio ou no autocarro. E depois quando me aborrecia dessas passava a outras. Estes dias que estive no hospital (*) pensei nisso porque desenvolvi uma crush pela menina das análises e uma por outra pessoa da equipa de enfermagem. A crush não é uma coisa sexual, é uma espécie de atracção que sentimos por alguém, só porque sim. Pode ser porque essa pessoa foi extremamente simpática para nós; porque é muito muito gira ou apenas por ter um ar misterioso. E é giro ter crushes, porque a atracção nunca passa o reino das hipóteses, muito ingenuamente fantasiamos sobre os interesses da nossa crush, sobre os gostos, damos-lhes sempre um sorriso mais simpático, um bom dia mais caloroso, somos bem capazes de flertar um bocadinho… no fim de contas tratamo-las melhor que aos restantes desconhecidos pela atracção que sentimos, embora saibamos que nunca vai passar de uma possibilidade remotamente agradável.
Outro dos sentimentos pouco falados é a obsessão.
Num significado mais abrangente temos:
obsessão
s. f.
1. Importunação perseverante.
2. Perseguição diabólica.
3. Ideia fixa.
4. Preocupação contínua.

  • Mas na realidade há vários tipos de obsessão:
  1. A obsessão amorosa – estando numa relação, tem que haver o controlo completo da outra pessoa, saber onde está, a fazer o quê, e com quem. (o que até é pouco saudável, e graças ao senhor nunca me calhou na rifa)
  2. A obsessão dos amigos – Sim, aposto que já algures no percurso da vida vos calhou um amigo/a obcecado com vocês. Eu não estou a falar de amizades próximas no sentido normal, estou a falar de uma proximidade bastante similar à perseguição, o que leva a um atrofio dessa mesma amizade, geralmente os amigos obsessivos, tem inveja ou ciúmes do que fazemos sem eles, e fazem por nos isolar… not worth it...
  3. A obsessão odiosa – Okay, isto acontece quando nos metemos num ninho de vespas. Mesmo que seja sem querer as vespas não nos largam até parecermos um rabanete. Com as pessoas funciona muitas vezes assim. Quando se sentem atacadas ou simplesmente pressionadas, algumas pessoas podem simplesmente desenvolver uma obsessão contra quem o faz. E julgam-se imensamente superiores por reagir assim. O contrario do amor não é o ódio, é a indiferença.
(acordei com esta música na cabeça. Vampire Diaries, a viciar o Ricardo xD)
Se ouviram a música quero que se foquem na parte do refrão, se não ouviram, oiçam xD.
“I want you, to want me, I want you, to need me” (…)”I want to be your obsession”
Okay, eu sei que é só uma música…Mas verdade seja dita, hoje em dia há cada vez mais pessoas a quererem o que a amiga Sky Ferreira quer.
Ser a obsessão de alguém.
É verdade, há e não são poucas, mas no entanto não o admitem.
Por exemplo, ainda há uns meses lembro me de ter comentado um blog que seguia, que era bastante popular verdade seja dita, e ir exactamente contra a opinião da autora. Em menos de meia hora já tinha montes de respostas a dizer que estava obcecado por ela – só porque discordei duma ideia qualquer que muito sinceramente nem me lembro qual era – e passada meia hora do meu comment apareceu um post em resposta. Escusado será dizer que deixei de seguir o dito blog (também os artigos tavam a decrescer em qualidade verdade seja dita)
A ideia de ser o centro da atenção de alguém parece bastante interessante de inicio presumo, mas a dado ponto é sufocante - been there, felt that.


Como eu já disse uns bons posts atrás, não acho que a felicidade seja um estado constante, é uma espécie de estado adquirível, como a embriaguez, que supostamente toda a gente consegue atingir, mas não se consegue manter sempre – correndo o risco de me estar a repetir, acho que quem está sempre feliz deve andar metido nas drogas, ou deve saber mentir super bem – e cuja forma de obtenção varia muito de pessoa para pessoa.
Para muitas pessoas ser-se feliz implica ser o centro de atenção de uma ou mais pessoas. E a maneira mais agradável deve passar por se tornarem a obsessão de alguém… o que raramente acontece.

E vocês? Qual foi o vosso 1º ódio? Ainda se lembram? xD tiveram muitas crushes ao longo da vida? (se quiserem podem até ser mais específicos e aproximar mais para os últimos 2 meses por exemplo) Obsessões, já tiveram alguma? Já foram alvo de alguma? Acham que se está a perder a originalidade no mundo dos blogs? que outros sentimentos são negligenciados dos discursos dos blogs?
(desculpem lá o testamento mas fui escrevendo e não me apeteceu cortar ao meio xD)
[A ouvir: Dancing on my own - Robyn]
[Humor : Inspirado]

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Calendar November 8, 2010 10:33

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parenting 101


No post anterior comecei a abordar o tema família de forma indirecta, e acho que há muita coisa por explorar no mesmo assunto.
Hoje em dia está muito na moda aquela coisa de se ser um bom ou um mau pai... e toda a gente tem uma coisa a dizer sobre o assunto... mas raramente perguntam aos filhos.
Porra somos todos filhos e acho que temos qualquer coisinha a dizer sobre as capacidades de parenting dos nossos Pais (pais e mães, só Pais no geral).
Então como existem imensas revistas de parentalidade à venda, que ensinam (nem sempre da maneira mais correcta mas pronto) os pais a lidar com os filhos nas suas diversas fases…. e eu nunca vi nada do género que ensine os filhos a lidar com (e educar) os seus pais de forma conveniente, decidi dar a oportunidade a nós (os filhos) de comentar o assunto.
Como sou uma alminha caridosa deixo aqui uns quantos exemplos:
  • Manhã de bricolage não é uma boa maneira de bonding parental. – Aqui está uma coisa de que 90% dos pais (e mães) pensam ferrenhamente ser verdade. Em muitas revistas de parentalidade, incentivam À pratica de actividades em família… Montar um armário em conjunto Não é uma actividade em família. Geralmente o trabalho todo cai em cima de algum dos intervenientes enquanto os outros ficam a olhar e a mandar bitaites (geralmente eu fico a montar as coisas e os meus pais a assistir, como se fosse um filme interessantíssimo ver-me montar uma mesa de cabeceira em mogno verde, apenas com uma chave de fendas romba) Definitivamente não vai levar a uma maior abertura de comunicação por parte dos filhos. Para além do mais, desperta os instintos homicidas que tão bem enterrados no fundo do cérebro estão.
  • Não falar da vida sexual aos filhos – O sexo entre filhos e pais não é um tabu... isto soou mal xD. o assunto sexo, pronto. mas há os seus limites sim? Okay, pais de todo o mundo, é assim… nós os filhos temos por predefinição a ideia básica de que vocês são seres assexuados, que tem imensas utilidades agradáveis… não estraguemos a fantasia inocente sim? E isto inclui falar de práticas sexuais feitas tanto ontem como há 20 anos atrás com uma sueca em cima de uma motorizada, ou com o massagista do hotel dentro do jacuzzi. As.imagens.mentais.não.são.agradáveis.
  • Confissões resultantes de uma garrafa de vinho/licor/derivado alcoólico deixam cicatrizes emocionais – é assim, há várias ocasiões especiais nas quais nós (filhos) vemos os nossos pais influenciados pelo álcool - Tipo aniversários natais passagens de ano ou assim – mas só é agradável se ficarem naquele estado idiota de rir de tudo. E mesmo assim moderação. Se o pai ou mãe foi um bêbedo emocional(pessoas que quando sob a influencia alcoólica tem tendência a vomitar todos os desgostos emocionais em cima da primeira pessoa que apanharem, indiscriminadamente) , é melhor beber sumo de laranja nas festas e deixar o álcool para quem o aguentar no estômago. quem fala de bêbedos emocionais também fala dos bêbedos que vomitam mesmo literalmente. ou dos que querem andar à porrada com toda a gente .
  • Sharing isn’t Always caring – ser Pai é partilha.... ser pai é preocupação... ser pai é amor... ser pai tambem devia ser saber fechar a matraca quando se fala demais. é giro partilhar historias da nossa infância com os amigos, e com as visitas… mas um bocadinho de filtragem é extremamente agradável. Nada de partilhar fotos em pelota no jardim da avó com a nossa potencial namorada, nem de dizer ao encontro que quando estão com o período vomitam só de ouvir a palavra alcachofra.
  • Por ter 30 anos não é necessariamente bom. - E isto aplica-se à música, à roupa, aos filmes, e a tudo no geral. se os pais nos fazem respeitar a vala temporal que nos separa, temos que fazer com que funcione para ambos os lados. uma dica? tentar impingir qualquer coisa geralmente só faz com que não queiramos essa coisa.
  • 16 anos ainda é crime. Seriously – eu sei que um flirtzinho de vez em quando não mata ninguém. E sei também que não são poucas as teenagers que acham o pai da amiga giríssimo. Mas a amiga provavelmente quer cravejar o pai de balas cada vez que ele flirta À descarada com elas como se fosse a coisa mais natural do mundo. Se fosse ao contrário não gostariam pois não papás? Então parem. A sério.

Como isto é um blog escrito de mim para vós leitores, deixo ao vosso critério o preenchimento do resto das regras parentais. Sugiram aí na comment box outras coisas que desejariam que os pais do mundo não fizessem.

[A ouvir: Danger Zone - Gwen Stefani]
[Humor: criativo]

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Calendar November 5, 2010 14:09

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O "parente"

Não se esqueçam de clicar para aumentar. se não der cliquem aqui
pronto, agora já sabem, a Vaca zarolha é prima da vaca da Milka.
chamei-lhe Lucy em honra duma das minhas vaquinhas preferidas (NOT) xD.
______________
Quando penso em família, penso sempre nos “parentes”… e não é com agrado que o faço.
Acho que toda a gente os tem, exceptuando os próprios “parentes”.
Para quem está nesta altura a pensar “WTF? Quem tem família tem obviamente que ter parentes… és idiota ou fazes-te?” eu explico melhor.
Para pessoas que têm irmãos, o “parente” é o irmão preferido – e nem comecem com mentirinhas piedosas que toda a gente sabe que há sempre um filho preferido – mas não é preciso ter-se irmãos para se ter um.
O “parente” é a espécie de familiar que existe só com o propósito de servir como base de comparação a nível de tudo.
É aquela criatura que veio ao mundo para que quando posta ao nosso lado nos faça sentir um lixo com pernas tipo um erro genético abominável.
Uma coisa estranhíssima nos “parentes” é que parece que eles não fazem qualquer esforço para serem assim.
O “parente” não tem caspa,
O ”parente” norma geral consegue cozinhar melhor que nós,
O “parente” é mais educado que nós,
O “parente” é mais querido que nós,
O “parente” é mais inteligente que nós (de longe, pfff) ,
O “parente” é mais popular que nós,
O “Parente” nunca se embebedou,
O “parente” nunca experimentou droga (se experimentou disfarçaram muito bem porque nunca se sabe disso)
Até tenho a sensação que se der um pum, o “parente” vai soltar um cheiro a Alpes suíços salpicado com fragrâncias cítricas” em vez do vulgar e humano cheiro a podre
A minha teoria, é que por geração uma criança é sacrificada, escolhida por sorteio na família.
E essa criança sofre uma lavagem cerebral e um forte tratamento hormonal para se tornar o “parente”, sendo trancada anos e anos numa cave escura só para depois emergir em toda a sua glória.
Sim porque se repararem bem os “parentes” são normais durante um tempo… mas de repente, sofrem uma iluminação divina (ou como disse acima uma lavagem ao cérebro) e capuff, sempre que as nossas avós ou mães nos querem fazer sentir uma nulidade usam o parente como comparação.
Passo a explicar uma coisa. Há as pessoas boazinhas, que eu odeio de morte, e as boas pessoas. E os parentes conseguem sempre estar algures no meio da fronteira como se não fosse nada com eles.
Para quem viu o filme stepford wives (no Português, mulheres perfeitas) eles são como o raio das mulherezinhas… Sempre com um sorriso simpático e com uma palavra para dizer a toda a gente, capazes de falar com a pessoa mais aborrecida e insuportável com o mesmo entusiasmo que falam com uma pessoa divertida...
Uma pessoa pode ser muito simpática, pode ser educada, pode ser atenciosa mas não o consegue ser sempre (eu passada meia hora de convívio com muita gente tenho que optar por ser só um dos itens acima e ignoro os outros).
Mas os “parentes” conseguem.
São uma espécie de familiar andróide sobredotado com um livro de etiqueta da Paula Bobone enfiado tão fundo no cu que já sabe aquilo decor do índice aos agradecimentos finais.
Parece que algures no interior daquela massa doirada (o “parente” não tem massa cinzenta. Isso é para os comuns mortais) inseriram um chip de obediência.
Para imaginarem melhor o que é um “parente” imaginem que são primos/as da Fátima Lopes. Ela deve ser a mestra “parente”.
Eu tenho uma “parenta” que é uma querida amorosa, que está a estudar medicina na república checa – porque mesmo sendo suuuuper inteligente, as médias dela aqui em Portugal nem deviam chegar lá perto do astronómico 18, mas pronto – e que já tem um noivo, e que é uma mocinha muito aplicada e muito cordial e que quando vai à aldeia da minha avozinha faz o papel de santa padroeira dos reformados e distribui beijocas pelas velhas embuçadas como se não houvesse amanhã.
Escusado será dizer que é só ouvir o nome dessa “parente” que fico logo com os pelos de detrás da nuca eriçados, e começo logo a rosnar.

E vocês? Têm algum “parente”? Dão-se bem com ele/a (se derem tem mesmo que me dizer como é que isso funciona porque a minha “parenta” pode ser uma querida mas eu não me consigo sentir sempre homicida ao pé dela)? Já imaginaram que podem ser o “parente” de alguém”? Já tinham falado nisso? Teorias mais interessantes? (cruzamentos de aliens na família por exemplo) gostaram da BD? xD

[A ouvir: Desencontro - Marjorie Estiano]
[Humor : Venenoso
]

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Calendar November 4, 2010 14:54

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Os idiotas proliferam-se ou é de mim?

Okay, eu não costumo comentar as “actualidades”, mas hoje estava a ouvir uma humorista (Kathy Griffin FTW *.*) comentar, e depois de ir confirmar que era mesmo verdade pensei que isto tinha mesmo que ser gozado comentado.
A Socialite – sinónimo para pega desempregada que ganha mui9to bem por não fazer nenhum - Paris Hilton foi presa.
Até aqui nenhuma surpresa, quer-se dizer, estas “celebridades” hoje em dia fazem fila pra irem pras prisões e pras casas de desintoxicação… mas foi extremamente bónito como isto tudo aconteceu.
A Paris foi mandada encostar numa simples operação STOP porque o carro em que ia deitava imeeeenso fumo pelas janelas. Até aqui novidade nenhuma outra vez. Skanks will be skanks. Quando o senhor policia lhe pediu os documentos, a Paris, amorosa criatura, saca da pochete chanell e diz algo como “O-M-G isto não é meu!”.
E qual não é o espanto da dona Paris quando dentro da pochete Channel – que alegadamente não era dela – estava um saquinho com cocaína!!! Quando confrontada com o assunto disse a coisa mais inteligente possível “OMG pensei que era pastilha elástica”.
…A sério?
…Pastilha elástica?
…em pó? Branco?
…really?
No comment.
Ah e a parte mais gira é que bastava ir ao twitter da jovena para ver as 1854658465465 fotos que ela publicou do dia em que comprou a pochete da channel que não era dela.
Moral da história: quem tem twitter e não pensa, f*de-se
__________________________
Bem, como devem ter percebido, a ideia original não é falar da Paris Hilton e dos seus escândalos (embora este tenha sido particularmente giro… pastilha elástica… xD).
Cada vez mais vejo que as pessoas pensam que podem fazer os outros de idiotas.
Como já disse há algum tempo atrás, toda a gente mente de vez em quando e nem vale a pena negá-lo, mas porra ao menos respeitem a inteligência das pessoas a quem mentem.
Eh pah, regra básica do mentiroso idioda ou iniciante :
Quando não sabes o que inventar, inventa uma coisa simples e plausível - nada de pastilha elástica em pó numa mala que não é tua.

É que estas pessoas quando apanhadas nas suas mentiras idiotas, ainda se enterram mais em vez de se admitirem o que fizeram ou sei lá… tentarem inventar uma mentira melhor(coisa raramente conseguida)?
isto lembra-me um lema de vida que toda a gente devia seguir:
Por pensares que és idiota não consideres todas as outras pessoas idiotas por arrasto, isso sim é idiota
E porque é que isto acontece cada vez mais? acho que as pessoas muitas vezes por se safarem uma ou outra vez com uma mentirica bem metida pensam que conseguem enganar à vontade qualquer pessoa com qualquer idiotice descabida...
Como não há grande coisa a dizer sobre o assunto deixo apenas as perguntas:
E vocês também reparam que cada vez mais se menospreza a percepção alheia? Já vos tentaram fazer passar por idiotas muitas vezes? Como reagem nesses casos? Porque é que acham que isso acontece? Estão solidários ca Paris, pensando que cocaína é exactamente igual a pastilha elástica? xD

[A Ouvir: Burden - Muthemath]
[Humor: Divertido ]

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Calendar November 2, 2010 16:10

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Ai ai as marcas...

Clicai aqui se ao clicar na imagem ela não aumentar
É verdade minhas gentes, Resolvi começar um webcomic, que vou de vez em quando postando aqui.
Aqui vos apresento duas das minhas personagens, a vaca zarolha e a morsa daltónica.
Estes nomes foram criados por mim há uns tempos, para propósitos menos agradáveis (alcunhas carinhosas a pessoas de quem não gostava), mas depois de os ter criado achei-os mal aproveitados... e pensei "bem, se já cá há um panda maluco porque não vir o resto da bicharada?" as biografias das bichas virão mais à frente, quando tiver tudo bem organizado na minha cabeça
é uma maneira mais leve de falar dos assuntos.

Pegando no assunto desta tirinha... o que acham das marcas? estão dispostos a pagar uma exorbitância por um artigo desde que gostem da marca? que marcas mais usam? gostaram do comic (espero que sim)? comentem!

[A ouvir: thought you said-Diddy ft Brandy]
[Humor: Criativo]

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Calendar October 31, 2010 11:23

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Halloween quer dizer.... vampiros?

Okay, e o Ricardo está de volta.
Estive uns dias no hospital (mais precisamente de dia 27 a dia 29) e ontem aborreci-e de vir aqui escrever, ou responder aos vossos comments, não me levem a mal, estar doente sucka.
Desde o ano passado (ultima vez que falei aqui do halloween acho eu) a minha opinião sobre este dia não mudou. não vejo nada de especial nele a não ser a oportunidade de dar um novo look ao blog (um look que já tava feito há uns tempos à espera pa ser aplicado mais cedo, mas como não tive tempo antes de ir pro hospital só o apliquei hoije) e ver montes de filmes de terror.
Estão a ver esta imagem?
é a minha tentativa patética de desenhar a Katherine (personagem de Vampire diaries, uma das minhas séries favoritas Evah )
E esta imagem está aqui por dois motivos, porque queria que me dissessem o que acham(pesquisem no google e comentem), e porque me apeteceu falar sobre alguma coisa halloweenesca... e os vampiros rullam xD.
Vampiros(caso não tenha dado pra ver a Katherine é uma vampira).
Ultimamente devido ao twicrap, ao tru blood e a uma data de outras séries, livros e filmes teen oriented (de entre as quais se destacou pra mim vampire diaries) os vampiros voltaram novamente à moda. aqui há uns anos quando eu comprei umas presas amovíveis, e andava com elas pra trás e pra frente as pessoas achavam um bocadinho creepy.
acho que hoje em dia já ia ser só mais um vampiromaniaco.
E qual é a atracção que as pessoas sentem por seres da noite?
porque é que os vampiros povoam a imaginação de toda a gente hoje em dia?
Ok, quem é que quer envelhecer e morrer? tought so. acho que o atractivo deles é o não envelhecerem, o viverem envoltos em mistério... e o serem super fortes e ágeis e assim ajuda imenso.

E vocês?
Tem saudades dos vampiros tradicionais ao estilo de drácula?
aquelas criaturas pálidas e mística que dormiam num caixão e saiam à noite transformadas em morcegos lobos ou névoa para atacarem jovenzinhas indefesas,
ou preferem a geração mais recente de vampiros?
cheios de capacidades úteis como o controlo mental e a super audição, que andam à luz do sol e tem imenso cuidado com a imagem e com a ideia de nao se destacarem da multidão?
Muito honestamente não sei qual das duas gerações prefiro xD.
Vêm Vampire Diaries? VEJAAAAM!
tenham um halloween interessante e não se esqueçam de comentar (podem tambem comentar o look do blog ou o desenho, deixo ao vosso critério) ou levam uma dentada
a todos os blogs que lia e que não comentei ultimamente, o mais rapidamente possivel volto a comentar vos, mas até lá não me odeiem muito sim?

[a ouvir: Beauty of the dark- Mads Langer]
[Humor: Vampiresco (LOL)]

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Calendar October 27, 2010 05:45

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E tudo começou há 1 ano atrás.

É verdade leitores e leitoras.
Faz hoje um ano que comecei a poluir a Blogosfera com a minha.... *cof* genialidade *cof*

O blog foi inaugurado dia 27 de Outubro de 2009 às 10:45 da manhã, logo nasceu nesse dia.
Como tal achei engraçado fazer um post especial, uma espécie de carta astrológica/mitica do blog xD
Este Blog portanto:
  • Pertence ao signo virgem, ou seja é um blog meticuloso e crítico (Okay... por acaso esta ultima parte...) preocupado com a boa aparência (Okay... pode ser coincidência... mas isto também é verdade? xD) Muito analítico e capaz de se perder em trivialidades. e mais não digo pra não borrar a pintura
  • tem por ascendente Balança (curiosamente o blog tem o mesmo ascendente que o autor xD)
  • A cor a que corresponde é o castanho claro, cor da cura e higiene, que diminui os medos as fobias e as depressões (LOL se calhar cura as depressões mesmo noutras cores, mas prontes)
  • "faz anos" no mesmo dia que a Kelly Ousbourne (e de uma data de outras pessoas que eu não conheço de lado nenhum xD) E quem sab faz anos no mesmo dia que algum leitor (that would be nice)
  • A análise numerológica ao blog deu nisto:
  1. NÚMERO DA PERSONALIDADE: 2 : Dualidade, sensibilidade, perspicácia, diplomacia (uuuuuuh)
  2. NÚMERO DO SEU DESTINO: 3 : Anseia pela popularidade alcançada por meio da sua criatividade revelada.

  • O post que deu origem a isto tudo aqui, citadinho pra vocês não terem o trabalho que ir cuscar:
Comunicar

Vivemos num mundo cada vez mais isolado, em que as nossas privacidades são tão privadas que acabam por nos sufocar.
Comunicamos cada vez mais pela internet do que por outros sítios, e cada vez mais conhecemos realmente menos as pessoas com as quais falamos...
Será a fala uma comunicação morta?
O dialogo está em vias de extinção?
Será que uma simples brincadeira como fazer cocegas a alguém se vai tornar algo pré histórico daqui a uns tempos?
Estaremos nós condenados a um mundo de conversas mudas e emoticons aos molhos?
Será que a linguagem corporal vai deixar de existir???
....
Esperemos bem que não!
...
E com este pensamento intenso e a barriga a dar horas dou por começada a minha vida de blogger xDDDDD

[A ouvir : Generation - Caitlin Crosby]
[Humor : Normal]

  • coisa mai linda né?
Relativamente ao autor:
E neste ano que passou aprendi muitas coisas, conheci novas pessoas, apaixonei-me, desapaixonei-me. odiei, amei,sofri e rejubilei... e no meio disto tudo tive sempre o blog.
Nem me lembro bem porque é que o quis começar. sei que acordei e pensei "era giro ter um blog" e quando dei por ela lá estava eu colado ao ecrã a escolher o que havia de escrever,
e lembro me que uma pessoa (com quem já nem falo, por acaso) me disse que me ia acabar por fartar daquilo passadas umas semanas.
mas pelos vistos enganou-se (toma e imbrulha! hunf!)
depois daquela novidade de querer postar todo o santo dia, não perdi a vontade de escrever aqui. pelo contrário. cada vez queria escrever mais, fazer chegar o que dizia e pensava aos leitores...
Até hoje não sei muito bem explicar aquele formigueiro de excitação de quando surgiu o primeiro comentário num post. um comentário de alguém que não conhecia de lado nenhum e que só ali foi comentar por ter alguma coisa a dizer sobre o que eu escrevi, e não por amizade (não estou a depreciar os meus leitores que são meus amigos antes de serem leitores, mas quem tem um blog deve perceber a diferença) senti que talvez estivesse a fazer alguma coisa que interessasse a alguem. foi nesse preciso momento que entendi que mais que um hobbie, este blog se mostrou uma paixão. algo que me deu prazer em manter. e que espero continuar a sê-lo passados muitos e muitos anos
E depois vieram os seguidores. Não sei dizer quem foi o meu primeiro seguidor "oficial" ou não, mas agradeço-lhe também. e a todos os outros que se seguiram.
E a TODOS os meus comentadores habituais, que me enchem de alegria cada vez que venho ver um post e tenho lá alguns comments À espera. obrigado por tirarem uns minutinhos dos vossos dias para me virem ler.
A maior prenda que este blog pode ter é ser lido.
por isso façam o favor ali ao panda...e leiam!!!

O que acham do Blog? sugestões, criticas? vá comentai, nem que não o costumem fazer, façam uma excepçãozinha hoije ok?

[A ouvir : Cause a Scene -Teairra Mari ft Flo Rida]
[Humor: feliz! ]

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Calendar October 26, 2010 16:47

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A crise que vá prás couves

Antes de começarmos quero já frisar dois pontos extremamente importantes para todo o assunto:
  1. Eu não percebo nada de economia, nem quero perceber, nem quero que vocês pensem que percebo ou quero perceber.
  2. A politica é menos importante para mim que uma unha dos pés lascada. E essas são bastante desimportantes para mim.
Esclarecidos estes dois pontos comecemos.
Estou ENJOADO de ouvir falar da crise.
Okay, já percebi das primeiras 5035468146351 vezes que estamos em crise financeira.
E que a vida está difícil, e que temos que “apertar o cinto”.

Já percebi eu e toda a gente, então não entendo a obsessão de pegarem e fazerem milhares de “especiais de informação” sobre o assunto, quando são todos basicamente cópias uns dos outros e não acrescentam nada de novo à nossa situação actual.
Um dos especiais de informação mais usado é aquele estilo “dicas para combater a crise”.
E as televisões, rádios e revistas pegam e trazem senhores e senhoras muito encasacados e engravatados munidos do belo do canudo em economia ou noutra coisa qualquer baseada em números (que vai tudo dar ao mesmo pró leitor/espectador/ouvinte/whatever, porque não pedimos as credenciais às pessoas, estamos simplesmente a confiar que são pessoas que não nos aldrabam com a sua profissão e graus de estudo) e depois dizem-nos informações bombásticas - que pelos vistos pensam que nunca atingiríamos sozinhos mesmo sem canudo em economia ou derivados:
  • Estamos em crise, por isso, aconselhamos que vão menos vezes comer a restaurantes – BRI-LHAN-TE! A sério nunca tinha pensado nisto deste prisma! Pensei que estando em crise devíamos pegar e ir jantar e almoçar fora todos os dias!;
  • Não vão ao super mercado de estômago vazio porque vêm-se tentados a levar coisas desnecessárias pró frigorífico – uau…just…uau.
  • Não leve demasiado dinheiro ao super mercado, tende a gastar mais -Hum… o conceito de crise não é não ter dinheiro? Então sem dinheiro, como é que se arranja “dinheiro a mais”? just asking
  • Para poupar compre sempre artigos de marca branca – pelo que sei a ideia de “marca branca” (artigos de uma marca especifica do estabelecimento) já vem desde há muito antes da crise. E a ideia original sempre foi serem mais baratos que os outros…
Ora bem, estes são os exemplos que ouvi/li/vi mais vezes nas montanhas de especiais dedicados à crise. E porra, estão a ver o Gervásio, o macaco que recicla? (não estão? vão aqui) tenho a certeza que ele consegue chegar a essas conclusões sozinho.

Eu que como disse acima no ponto 1 não percebo um cu de economia vou dar-vos aqui a dica chave para a sobrevivência em tempos de crise:
Okay… não há dinheiro? Não se compra as coisas! (UAU) Créditos? Podem fazer à vontade. No fim pagaram o que compraram e mais um belo extra prós bancos que coitadinhos estão mesmo a precisar.

Outra coisa que acho incrível é a quantidade de pessoas que (dizem que) previram a crise.
Houve um senhor professor de economia (que acho que até ganhou o Nobel) que previu efectivamente a crise bem antes de ela acontecer. Mas agora que ela está a acontecer, subitamente dezenas de economistas, e professores e pessoas letrada aparecem nos telejornais a dizer que tinham previsto a crise. Ora porra se eu jogar um ovo ao chão, olho pra ele partido no chão e estou bem capacitado para dizer que ele se partiu. (ok mau exemplo, porque isso é uma coisa previsível, mas perceberam o exemplo). Não sei se isto só se passa em Portugal que é o país berço dos treinadores de bancada, ou se é assim com todos os outros países. Independentemente de ser ou não irrita um bocadinho a sabichonice xD.

Agora vamos a outra parte, a parte em que eu fico com umas duvidas atrás da orelha.
É assim, focando de novo o ponto 1 e o 2, eu percebo que há uma crise né?
E que todos os paises estão a passar por ela porque devem dinheiro uns aos outros né? (podem corrigir-me se estiver a perceber esta coisa toda mal) então porque é que não…:
  • Pegam e fazem mais dinheiro? Okay eu sei que isto soa completamente idiota, mas pensem comigo. Não são os governos que mandam fazer dinheiro? Há falta de dinheiro? Façam mais! No fim de contas é só preciso papel, tinta e círculos de ferro xD
  • Se não gostam da opção acima senhores governantes do mundo - que obviamente estão a ler atentamente o meu blog e a pensarem seriamente dar-me um cargo na ONU… ou noutro sítio qualquer que pague ordenados chorudos - também tem esta: soldem as dívidas todas - Tipo, imaginemos que isto era o monopólio. Se os jogadores não têm dinheiro estão na bancarrota e nunca podem pagar uns aos outros. Podiam simplesmente pegar e anular as dívidas uns dos outros. Só desta vez, porque como diz o outro “tempos desesperados requerem medidas desesperadas”… ou assim.
Por mais que pense sei que não vou chegar à conclusão de como acabar com a crise.
Mas não é preciso mais que 10 segundos para entender que se falarem todos os dias da crise não vai ajudar a resolver nada. Quanto muito ajuda a jogar as pessoas mais rápido na lama ao estilo “tu que és pobretão tas f*dido

E vocês? o que acham disto? têm sentido muito a crise (para alem das queixas intermináveis de toda a gente) ? têm alguma outra solução brilhante para a crise? vá partilhem! se forem boas podemos escrever um livrinho de auto-ajuda, a crise é óptima pro negócio! xD

[A Ouvir: Numb - Oh Land]
[Humor: Ansioso]

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